Goiás registrou US$ 1,42 bilhão em exportações em junho de 2026, alcançando o segundo maior resultado da série histórica para o mês, atrás apenas do recorde de 2022, quando as vendas externas somaram US$ 1,44 bilhão. Os dados fazem parte da Balança Comercial de Junho, divulgada pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), e reforçam o protagonismo da agroindústria e da mineração na economia goiana.
No mesmo período, o Estado importou US$ 606,9 milhões, resultando em um superávit de US$ 813,3 milhões. A corrente de comércio, que é a soma de exportações e importações, atingiu US$ 2,03 bilhões, também o segundo maior resultado da série iniciada em 2017. Segundo a análise do CIN, o desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço das exportações da safra recorde de soja 2025/2026, que ampliou a oferta do produto para o mercado internacional. A demanda aquecida por proteínas animais, especialmente de países asiáticos, também contribuiu para o crescimento das vendas de carne bovina goiana.
Expansão do Agro
A soja permaneceu como o principal produto exportado por Goiás, respondendo por US$ 647,4 milhões em embarques. Na sequência aparecem a carne bovina, com US$ 202,2 milhões, e os sulfetos de cobre, que movimentaram US$ 80,7 milhões. A recuperação das cotações internacionais da soja e de seus derivados também colaborou para elevar a receita obtida com as exportações, mesmo em um período tradicionalmente marcado pela redução gradual dos embarques após o pico da colheita. Entre os principais mercados compradores, a China manteve a liderança ao absorver praticamente metade das exportações goianas. Espanha e Estados Unidos completam a lista dos principais destinos dos produtos do Estado.
As importações somaram US$ 606,9 milhões, o maior valor já registrado para o mês de junho na série histórica. Os principais itens adquiridos foram produtos imunológicos, veículos automotores e cloretos de potássio, insumos estratégicos para os setores farmacêutico, industrial e agropecuário.
De acordo com o CIN, o aumento das compras externas não representa um sinal negativo para a economia. A maior parte das importações concentra-se em bens intermediários, fertilizantes, medicamentos e equipamentos produtivos, indicando expansão da atividade econômica e fortalecimento da capacidade produtiva da indústria e do agronegócio goianos.














