Março Azul alerta para aumento do câncer colorretal no Brasil e reforça importância do diagnóstico precoce

Campanha alerta para aumento da incidência da doença, baixa adesão ao rastreamento e importância de exames como colonoscopia a partir dos 45 anos
Março Azul
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O Março Azul, campanha de conscientização sobre o câncer colorretal, chama atenção para o avanço da doença no Brasil e para a necessidade de ampliar o acesso ao diagnóstico precoce. Dados recentes apontam um cenário preocupante, marcado pelo aumento da incidência e pelo diagnóstico tardio da maior parte dos casos.

Estudos indicam que os casos de câncer colorretal podem aumentar cerca de 21% no Brasil até 2040, resultado principalmente do envelhecimento da população e de fatores relacionados ao estilo de vida, como sedentarismo, alimentação inadequada, obesidade, consumo de álcool e tabagismo. A projeção reforça a necessidade de ampliar políticas de prevenção e programas de rastreamento da doença.

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer, o Brasil registra aproximadamente 44 mil novos casos de câncer colorretal por ano, colocando o tumor entre os de maior incidência entre homens e mulheres.

Para o oncologista Carlos Tadeu Garrote Filho, do Hospital Mater Dei Goiânia, o aumento dos casos exige maior atenção da população e dos serviços de saúde. “O câncer colorretal está entre os tumores mais frequentes no país e também entre os que mais provocam mortes. A conscientização e o diagnóstico precoce são fundamentais para reduzir esse impacto”, afirma.

Outro dado preocupante é que mais de 60% dos diagnósticos no país ocorrem em estágios avançados da doença, quando o tumor já se disseminou e as opções de tratamento se tornam mais complexas, reduzindo as chances de cura. Especialistas apontam que esse cenário está relacionado à baixa realização de exames preventivos e à falta de informação sobre os sinais iniciais da doença.
De acordo com profissionais de saúde do Hospital Mater Dei Goiânia, o câncer colorretal pode evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais, o que torna o rastreamento essencial, especialmente a partir dos 45 anos ou antes em pessoas com histórico familiar ou fatores de risco. Entre os exames indicados estão a colonoscopia e o teste de sangue oculto nas fezes, capazes de identificar lesões precursoras, como pólipos, antes que evoluam para câncer.

“O rastreamento deve começar aos 45 anos, mesmo na ausência de sintomas. A colonoscopia permite identificar e retirar lesões precursoras durante o próprio exame, o que contribui para prevenir o desenvolvimento do câncer”, destaca o especialista.

O gastroenterologista Thiago Miranda Tredicci reforça que a campanha Março Azul tem papel importante na ampliação da informação e no estímulo à prevenção. “O câncer colorretal muitas vezes se desenvolve sem sintomas nas fases iniciais, por isso os exames de rastreamento são fundamentais. A colonoscopia, além de permitir o diagnóstico precoce, possibilita a retirada de pólipos que podem evoluir para câncer, o que contribui diretamente para a prevenção da doença”, explica.

A campanha também busca ampliar o conhecimento da população sobre sintomas que podem indicar a doença, como presença de sangue nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal, dor abdominal frequente, sensação de evacuação incompleta, fraqueza e perda de peso sem causa aparente. Diante desses sinais, a orientação é procurar avaliação médica.

O objetivo do Março Azul é reduzir diagnósticos tardios, ampliar o acesso à informação e incentivar a realização de exames preventivos, contribuindo para diminuir a mortalidade e melhorar os resultados do tratamento do câncer colorretal.

 

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