Quais construções representam melhor a era contemporânea das viagens? Essa é a pergunta que orienta uma nova campanha global lançada pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), que pretende eleger as 7 Maravilhas Contemporâneas do Mundo. A iniciativa convida pessoas de diferentes países a indicar monumentos e obras construídas a partir de 1801, desde grandes ícones internacionais até atrações menos conhecidas.
A proposta busca criar uma nova lista de referências construídas pelo ser humano, somando-se às tradicionais Sete Maravilhas do Mundo Antigo e às Novas Sete Maravilhas do Mundo, escolhidas em 2007. Mais do que avaliar a dimensão arquitetônica das construções, a campanha pretende identificar lugares que ajudaram a transformar a experiência das viagens e exerceram influência sobre os destinos onde estão inseridos.
Entre os critérios apresentados pelo WTTC estão a contribuição das construções para o turismo, seu impacto econômico e sua relevância para as comunidades. Também serão considerados o valor cultural e arquitetônico dos locais indicados pelo público. Nesse perfil, monumentos como a Torre Eiffel, em Paris; a Estátua da Liberdade, em Nova York; a Ópera de Sydney, na Austrália; o Museu Guggenheim Bilbao e a Sagrada Família, na Espanha, seriam exemplos de obras que poderiam se encaixar na proposta, por sua capacidade de se tornarem símbolos dos destinos e influenciarem a experiência de quem os visita.
Listas anteriores
A ideia das Sete Maravilhas do Mundo Antigo surgiu a partir de listas elaboradas por autores da Antiguidade para reunir algumas das mais extraordinárias realizações arquitetônicas e escultóricas conhecidas no Mediterrâneo e no Oriente Próximo. A seleção incluía os Jardins Suspensos da Babilônia, a Grande Pirâmide de Gizé, a Estátua de Zeus em Olímpia, o Farol de Alexandria, o Mausoléu de Halicarnasso, o Colosso de Rodes e o Templo de Ártemis em Éfeso.
Dessas construções, apenas a Grande Pirâmide de Gizé resistiu ao tempo. A lista, porém, atravessou séculos como referência e inspirou novas tentativas de eleger obras capazes de sintetizar a capacidade humana de transformar paisagens e construir símbolos duradouros.
Em 2007, mais de dois milênios depois da consolidação da lista antiga, uma votação global organizada pela fundação suíça New7Wonders escolheu as chamadas Novas Sete Maravilhas do Mundo. Os resultados reuniram a Grande Muralha da China, Chichén Itzá, no México, Petra, na Jordânia, Machu Picchu, no Peru, o Cristo Redentor, no Brasil, o Coliseu, na Itália, e o Taj Mahal, na Índia.
A escolha ampliou geograficamente a ideia de maravilha e reuniu monumentos de diferentes civilizações, períodos históricos e continentes. Agora, a nova campanha do WTTC propõe atualizar esse debate ao buscar construções e obras erguidas a partir de 1801 que tenham marcado a era contemporânea e transformado a experiência das viagens.
Participação até 2027
As indicações podem ser enviadas até 7 de janeiro de 2027. Após essa primeira etapa, um grupo de especialistas do WTTC deverá selecionar 70 nomes. Em 7 de abril de 2027, a organização prevê divulgar uma lista com 30 finalistas. As sete Maravilhas Contemporâneas do Mundo serão anunciadas em 7 de julho de 2027. O calendário da campanha estabelece, assim, quase um ano de participação e seleção para a definição da nova lista.
A iniciativa amplia o debate sobre o papel de edifícios, monumentos e outras intervenções humanas na construção da identidade dos destinos. Ao incluir critérios ligados ao turismo, à economia e às comunidades, a seleção pretende olhar não apenas para a importância simbólica de cada obra, mas também para sua capacidade de transformar a relação entre visitantes e os lugares. Para participar, o público deve acessar a página oficial da campanha e indicar a construção ou o monumento que considera mais representativo da era contemporânea das viagens.
















