Arte nas ruas de Goiânia

É fato que os dias têm 24 horas, mas com o acúmulo de funções e a correria do dia a dia, os ponteiros do relógio parecem correr mais ligeiros. Com toda a pressa, não sobra tempo para quase nada. Pela janela do carro, os muros da cidade são borrões, muitas das vezes não são vistos, muito menos enxergados.

Muro com interferência visual de artistas goianos, no Setor Sul (Foto: Divulgação)
  • Além dos sprays, Morbeck é desenhista (Foto: Divulgação)

No entanto, tem muita gente que procura amenizar as atribulações das pessoas, com misturas de cores e desenhos. Gente que assim como a gente que disponibiliza o trabalho artístico para todo mundo. Os artistas de rua são conhecidos por fazer dos muros verdadeiros painéis, que fazem com que os cidadãos enxerguem beleza onde é apenas um amontoado de tijolos. Em Goiânia, artistas plásticos e ilustradores levaram cores e arte à uma das ruas mais movimentadas de Goiânia. Os muros da praça entre as Avenidas 115 e Jamel Cecílio, no Setor Sul ganharam vida na mão desses criadores.

Pensando nos conceitos de arte, beleza e suavidade, a FR Incorporadora e a Remo Incorporadoras observaram a necessidade de a cidade, que é um organismo dinâmico, ter ainda mais vida. Por isso, decidiu dar um banho de cores em Goiânia. Para isso, convidou os artistas de rua André Morbeck, Wes Gama e Decy para trazer mais inspiração nos muros de seu próximo lançamento no Setor Bueno, o Matiz Arte-Clube Bueno. “Era muito mais fácil a incorporadora da obra mandar imprimir a arte, mas não. Preferiram chamar artistas para pensar no painel”, aprova Morbeck que, juntamente com os demais artistas, são os autores dos conhecidos muros pintados pelo Setor Sul.

O trabalho de Morbeck será voltado para o desenho de mandalas. Já o ilustrador Wes Gama fará desenhos de fauna e flora do cerrado. “São plantas, animais. Tudo como estratégia de bem estar, conforto e relaxamento”, explica o ilustrador. Para ele, “a arte é sedutora em qualquer lugar que esteja. Seja pendurada na parede ou em painéis abertos nos muros.”

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