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Coletivo goiano Sertão Negro é destaque na programação da SP-Arte Rotas 2026

Ateliê-escola fundado por Dalton Paula, em Goiânia, integra os projetos especiais da quinta edição da feira, que reúne 70 galerias a partir desta quarta-feira (26)
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Dalton Paula, fundador do coletivo Sertão Negro (Foto: joaocarlos84)
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Dalton Paula, fundador do coletivo Sertão Negro (Foto: joaocarlos84)

O coletivo goiano Sertão Negro será um dos projetos especiais da 5ª edição da SP-Arte Rotas, realizada entre 26 e 30 de agosto, na ARCA, em São Paulo. Fundado pelo artista Dalton Paula, em Goiânia, o ateliê-escola integra a programação no ano em que completa cinco anos de atuação. A feira reunirá 70 galerias, além de museus e outros projetos convidados, com foco em produções de diferentes regiões do Brasil e da América Latina.

Criada em 2022, a SP-Arte Rotas se dedica à arte brasileira, com atenção especial a artistas e pesquisas desenvolvidas fora do eixo Rio-São Paulo. Cada expositor apresenta um projeto concebido especialmente para o evento, abrindo espaço para artistas, movimentos e trajetórias que, em muitos casos, ganharam reconhecimento inicialmente em contextos regionais.

A presença do Sertão Negro coloca Goiânia entre os territórios representados na feira. O ateliê-escola participa ao lado de iniciativas como a Galeria Ocupá, voltada à criação de conexões com artistas de territórios periféricos do Rio de Janeiro, e a Galeria Jaider Esbell de Arte Indígena Contemporânea, espaço coletivo independente de Boa Vista, em Roraima.

Fundado por Dalton Paula, o Sertão Negro chega a 2026 celebrando cinco anos de atuação. A participação na SP-Arte Rotas integra os projetos especiais da feira e aproxima o coletivo goiano de uma programação que reúne galerias, instituições e diferentes iniciativas da arte contemporânea.

A edição deste ano amplia o diálogo da feira com a América Latina. Além de galerias brasileiras, a programação recebe participantes do Uruguai, Argentina e Colômbia, além da galeria italiana Orma. Entre as estreantes estão Apartamento 61, Boi, Casa do Povo, Casa Seva, Casa Triângulo, Errol Flynn, Gruta, Jaider Esbell, Lucas Recchia, Midlej, Ocupá, Pórtico e Refresco.

Galerias com trajetória consolidada, como Almeida & Dale, DAN, Flexa, Galatea, Gomide&Co, Luciana Brito, Marilia Razuk e Vermelho, também participam da edição. Elas dividem o espaço com casas de diferentes estados, incluindo Lima, de São Luís; Cave e Leonardo Leal, do Ceará; Marco Zero, de Pernambuco; Paulo Darzé e Midlej, da Bahia; e Cerrado e Karla Osório, do Centro-Oeste.

SP ARTE ROTA 2026
(Foto: Divulgação)

Novas conexões

A direção artística da edição está a cargo do curador, escritor e pesquisador brasileiro Bernardo Mosqueira. A programação propõe uma aproximação entre pesquisas brasileiras e latino-americanas, reunindo projetos que atravessam temas como memória, território, conhecimentos ancestrais, ecologia, espiritualidade e história.

Entre os projetos apresentados, a W-galería, com atuação entre Argentina e Uruguai, reúne pesquisas de Mónica Millán, Chonon Bensho e Florencia Sadir em torno de conhecimentos têxteis, indígenas e ancestrais. A Leme apresenta um projeto dedicado a saberes indígenas latino-americanos, enquanto a Marilia Razuk propõe um diálogo entre obras de Manuel Brandazza, Lucia Pizzani e Lucélia Maciel.

A Marco Zero, de Recife, apresenta uma mostra curada por Cristiano Raimondi em torno da ideia de “encantamento”. Já a Mitre toma a encruzilhada como princípio curatorial. A presença desses projetos reforça uma edição voltada à circulação de diferentes repertórios e à aproximação entre produções de distintas regiões.

No centro da feira, o setor Mirante parte da ideia de uma paisagem expandida. A proposta trata a paisagem não apenas como um gênero artístico, mas como um campo para pensar as relações entre os seres humanos e seus entornos. Com curadoria de Bernardo Mosqueira, o setor reúne trabalhos em que memória, ecologia, espiritualidade, política, história e imaginação se cruzam. A proposta acompanha uma das principais direções da quinta edição, marcada por maior atenção à produção latino-americana e aos diferentes modos de pensar e viver no continente.

A SP-Arte Rotas também promove uma programação de conversas entre artistas, curadores, colecionadores e outros agentes do setor. O Palco SP-Arte acontece de quinta-feira (27) a sábado (29), com participação de nomes como Ayrson Heráclito, Carmela Gross e Júlia Rebouças. As atividades serão abertas ao público da feira.

Serviço – SP-Arte Rotas 2026

Quando: de 26 a 30 de agosto de 2026
Onde: ARCA, em São Paulo
Mais Informaçõs:  site oficial

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