A França enfrenta uma das mais severas ondas de calor de sua história recente. Dados divulgados pelas autoridades de saúde neste domingo (28) indicam que o país registrou cerca de mil mortes acima da média em apenas três dias, em meio às temperaturas extremas que atingem grande parte do território.
O episódio ocorre poucos dias após o início do verão no Hemisfério Norte e já resultou em novos recordes de temperatura. Segundo a agência de saúde pública Santé publique France, a terça-feira (23) foi o dia mais quente já registrado no país, superando os índices observados durante a onda de calor de 2003.
As informações preliminares mostram que a maioria das vítimas tinha mais de 65 anos, especialmente nas regiões que permaneceram sob alerta vermelho. O aumento da mortalidade foi mais acentuado entre pessoas que morreram em casa, o que reforça o impacto das altas temperaturas sobre a população mais vulnerável.
As autoridades informaram que os números ainda são provisórios e poderão ser atualizados à medida que a apuração for concluída.
Aumento nos atendimentos em hospitais
Além da elevação da mortalidade, hospitais e serviços de emergência registraram aumento na procura por atendimento de pacientes com desidratação, insolação, hipertermia e outras complicações provocadas pelo calor. Em algumas regiões, a demanda cresceu até 40% durante os dias mais críticos da onda de calor.
Desde o início do episódio, o governo francês adotou medidas emergenciais, entre elas o reforço da rede hospitalar e a emissão de alertas para que a população evite a exposição ao sol, mantenha a hidratação e acompanhe idosos e pessoas em situação de vulnerabilidade.
De acordo com a Météo-France, diversos recordes mensais e absolutos de temperatura foram registrados ao longo da semana. Em Pissos, no sudoeste do país, os termômetros marcaram 44,3 °C, a maior temperatura já registrada na França desde o início das medições meteorológicas, em 1947.
Especialistas afirmam que episódios de calor extremo têm se tornado mais frequentes e intensos na Europa, ampliando os desafios para os sistemas de saúde e para a adaptação das cidades às mudanças climáticas.















