A Feira de Arte Goiás (Fargo) chega à oitava edição entre os dias 13 e 17 de maio, em Goiânia, ampliando sua estrutura e consolidando o Centro-Oeste como polo relevante no circuito de arte contemporânea. Em 2026, o evento reúne 50 estandes e mais de 1.500 obras, distribuídas entre o Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC), o Centro Cultural Oscar Niemeyer e as galerias D.J. Oliveira e Cleber Gouvêa.
A expansão da Fargo reflete um movimento mais amplo de descentralização do mercado de arte no Brasil. Com o crescimento no número de estandes de 30 para 50 e a presença cada vez maior de galerias, colecionadores e agentes do setor de diferentes regiões do país, a feira fortalece Goiânia como ponto estratégico fora do eixo Rio-São Paulo.
Além da ampliação física, o evento também diversifica seus espaços ao integrar instituições e galerias da cidade, criando uma ocupação mais abrangente e conectada ao tecido cultural local. A expectativa para esta edição é superar 30 mil visitantes ao longo dos cinco dias de programação. O conceito da edição de 2026 parte do Cerrado como referência simbólica e estruturante. Mais do que uma representação literal, o bioma orienta o pensamento curatorial e a identidade visual da feira, evocando ideias de resistência, diversidade e regeneração.
Wanessa Cruz, diretora da Fargo e sócia da Casa Arte Plena, afirma que “ao longo de suas edições, a FARGO vem se firmando como uma plataforma de articulação e não apenas de exibição, capaz de ativar toda uma cadeia produtiva”. Segundo ela, a presença crescente de galeristas e outros agentes do meio na cidade antes da abertura oficial evidencia uma dinâmica que ultrapassa o período da feira e se desdobra em relações de médio e longo prazo.
Economia Criativa
O crescimento da Fargo também impacta diretamente a economia criativa da região. A ampliação do evento gera demanda por profissionais como curadores, produtores, educadores e montadores, fortalecendo o ecossistema cultural local. Para Sandro Tôrres, curador da feira e coordenador de projetos da Casa Arte Plena, esse movimento reposiciona Goiânia no circuito nacional. “A ampliação da feira tem gerado demanda por profissionais ligados à arte e à economia criativa e fortalecido o ecossistema cultural da região”, afirma. Ele acrescenta que a cidade passa a ser percebida “não apenas como um ponto de passagem, mas como destino estratégico para quem busca descobrir novos artistas, diversificar investimentos e acompanhar a produção contemporânea brasileira a partir de outros territórios”.
Na edição de 2025, a feira recebeu cerca de 20 mil visitantes, sendo aproximadamente 30% vindos de outros estados. O aumento projetado para este ano reforça o alcance nacional do evento. “Ver a feira tomar uma nova proporção a cada edição e acessar novos perfis de pessoas interessadas é indescritível. Nosso trabalho com a expografia e a cenografia busca criar atmosferas que conectem profundamente as pessoas às obras,” pontua Anna Carolina Cruz, diretora artística da Casa Arte Plena e responsável pela arquitetura e expografia da Fargo. Para ela, a arte sem o espectador perde o sentido, o que torna gratificante ver o público crescer não apenas em número, mas qualidade de engajamento.
A programação reúne cerca de 50 espaços, incluindo galerias, projetos independentes, instituições e estandes especiais, além de praça de alimentação e experiências gastronômicas. O evento também promove debates, lançamentos de livros, visitas guiadas, premiações e intercâmbios institucionais. Entre os destaques está o retorno do Prêmio Estímulo, que selecionou dez artistas por meio de edital, avaliados por uma comissão formada por Paulo Henrique Silva, Cinara Barbosa e Sandro Tôrres. Em 2026, o prêmio conta com patrocínio do colecionador Rogério Ranulfo.
Mesmo com a expansão nacional, a Fargo mantém o compromisso com a valorização da produção local. As galerias participantes são incentivadas a incluir artistas goianos e do Centro-Oeste em seus estandes, fortalecendo a visibilidade da cena regional. Criada em 2017, a feira se consolidou como uma das principais plataformas de difusão da arte contemporânea no Centro-Oeste, conectando artistas, galerias, curadores e colecionadores, além de ampliar a inserção da produção local no circuito nacional.
Galerias confirmadas
- ClãDestinos (BR)
- Ateliê Vila Boa (GO)
- Casa Yara DW (SP)
- Coletivo Pó da Terra (GO)
- Augusto Mangussi (GO)
- Justura Ateliê (GO)
- Sardenberg (SP)
- Ricardo Braudes (GO)
- Galeria Tato (SP)
- Galeria Pórtico (SP)
- Bel Galeria (SP)
- Coletivo Fios da Terra (GO)
- Luciana Caravello (SP)
- Tetto Fine Aart (GO)
- A Pilastra (DF)
- Oto Reifschneider Galeria (DF)
- Legado Galeria (GO)
- Referência Galeria de Arte (DF)
- Coletivo Poíesis (BR)
- Galeria de Artes Ebner (GO)
- Vortex Gravuras (GO/DF)
- Cerrado (GO)
- Renka (GO)
- Casa Verdeperto (GO)
- Luciana Brito Galeria (SP)
- Arte Popular/ AP (BR)
- Eliane Miclos (GO)
- Galeria Marília Razuk (SP)
- Oca Goyaz (GO)
- Sebrae (GO)
- Müquifü Cultural (GO)
- Hidrolands Grafisch Atelier (GO)
- Rumos (GO)
- Faculdade de Artes Visuais – UFG (GO)
- MMarte (GO)
- Jacobina (GO)
- Casa Arte Plena (GO)
- Victoria Art Gallery (DF)
- TPZ Art (SP)
- Krav (GO)
- Ateliê Sanagê (DF)
- Prêmio Estímulo Rogério Ranulfo (GO)
- Anirês (GO)
- Goiás Tem História (GO)
Serviço: Fargo – Feira de Arte Goiás
Data: 13 a 17 de maio de 2026
Horário: 14h às 21h
Local: Museu de Arte Contemporânea de Goiás (MAC), e galerias D.J. Oliveira e Cleber Gouvêa
Entrada: gratuita















