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Escritora goiana Juliana Cajives vence o Prêmio Jabuti com livro de estreia na poesia

Radicada em Salvador, autora foi premiada na categoria Escritor Estreante – Poesia por História a que ninguém deu nome, publicado pela editora independente Mormaço Editorial.
Juliana Cajives
Juliana Cajives (Foto: Divulgação)
Juliana Cajives
Juliana Cajives (Foto: Divulgação)

Nascida em Goiânia e radicada em Salvador, a escritora Juliana Cajives venceu a 68ª edição do Prêmio Jabuti na categoria Escritor Estreante – Poesia. A autora foi reconhecida por seu primeiro livro de poemas, História a que ninguém deu nome, publicado pela editora independente baiana Mormaço Editorial. A obra experimental aborda questões de gênero, aborto, direitos reprodutivos, violência obstétrica e maternidade.

Embora viva atualmente na Bahia, Juliana mantém vínculos afetivos e culturais com Goiás, especialmente com Goiânia, onde nasceu, e Abadia de Goiás, cidade ligada às suas raízes familiares. Essas referências também fazem parte de sua trajetória pessoal e artística.

Em História a que ninguém deu nome, a autora experimenta diferentes formas de escrita e composição. O livro reúne textos teatrais, poemas narrativos, versos, ilustrações e referências que aproximam mitologias e cultura pop. A partir dessa combinação, Cajives constrói uma narrativa que atravessa experiências frequentemente silenciadas ou contadas por perspectivas externas.

A obra articula ficção, relatos e memória coletiva para investigar temas como gênero, direitos reprodutivos e aborto, além de violência obstétrica, maternidade e morte. Com linguagem experimental, a escritora transforma vivências individuais e coletivas em matéria literária e propõe outras maneiras de narrar histórias que nem sempre encontram espaço de representação.

Publicado pela Mormaço Editorial, o livro integra o catálogo de uma editora independente criada em 2020, em Salvador. Idealizada por autores e para autores, a iniciativa tem como foco a literatura brasileira contemporânea e o desenvolvimento de projetos que valorizam a diversidade da produção literária independente.

Segundo a editora, a conquista de Juliana representa o reconhecimento de uma estreia poética que investiga os limites da linguagem e aborda questões sociais e políticas a partir da literatura. O prêmio também destaca a presença de uma autora de origem goiana na produção literária contemporânea, em diálogo com a cena independente da Bahia.

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