Apesar do processo de verticalização registrado nas últimas décadas nos grandes centros urbanos brasileiros, as casas ainda ocupam lugar de destaque na preferência da população. Segundo pesquisa nacional realizada pela Brain Inteligência Estratégica em 2024, 74% dos entrevistados indicaram preferência por casas entre as opções de moradia: 49% citaram casas de rua e 25%, casas em condomínios fechados.
A preferência não se restringe às cidades menores. Nos grandes centros, fatores como espaço, privacidade, quintal e possibilidade de personalização também influenciam a escolha pela moradia horizontal. Esse comportamento tem contribuído para a expansão dos condomínios horizontais nas regiões metropolitanas. Dados do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram o avanço desse modelo de moradia no país. A parcela da população brasileira residente em casas de vila ou em condomínios passou de 1,6%, em 2010, para 2,4%, em 2022.
Moradia e qualidade de vida
À frente de lançamentos de condomínios horizontais e casas da FGR Incorporações, a diretora comercial da empresa e especialista imobiliária Camila Alcântara observa que as famílias estão mais atentas aos impactos da escolha do imóvel sobre a rotina e a qualidade de vida. “O lugar onde vivemos molda quem somos. O ambiente influencia o corpo, a mente e as relações, da infância à vida adulta. Cada escolha sobre onde e como viver muda o futuro de toda uma família”, afirma.
Camila destaca ainda que a aquisição de um imóvel envolve uma decisão financeira de longo prazo, o que amplia o peso da escolha. “Se a gente compra uma peça de roupa por impulso e depois percebe que não era bem o que queria, a gente doa ou troca a peça e, tirando a frustração e o desperdício, não há grandes impactos. Mas trocar um imóvel mal escolhido não é tão simples”, compara.
A verticalização das cidades ganhou força à medida que os centros urbanos se expandiram e a concentração populacional passou a favorecer a oferta de infraestrutura e serviços. Ao mesmo tempo, questões relacionadas à segurança também passaram a influenciar as formas de morar. Para Camila, os condomínios fechados surgiram como uma alternativa para quem deseja conciliar a vida em casas com estruturas de segurança. “Os condomínios fechados resgataram a possibilidade de as famílias viverem em casa com segurança, algo que lhes foi suprimido nas grandes cidades onde a violência, infelizmente, está presente”, diz.
Pesquisas acadêmicas também investigam a relação entre o ambiente de moradia, áreas verdes e aspectos da saúde e do bem-estar. Um estudo conjunto envolvendo o Natural Resources Institute Finland (Luke), Universidade de Helsinque, Universidade de Tampere, Universidade da Finlândia Oriental e Universidade Carolina, de Praga, identificou associação entre maior exposição a áreas verdes durante a infância e menor risco de desenvolvimento de transtornos psiquiátricos na vida adulta. Outro estudo, desenvolvido por pesquisadores de instituições finlandesas, entre elas a Universidade de Helsinque, identificou que o contato de crianças com elementos naturais em creches aumentou a diversidade da microbiota da pele e esteve associado a alterações em marcadores relacionados à regulação do sistema imunológico. “Não faltam pesquisas que apontem o quanto este estilo de vida, de morar em casa, com segurança e natureza, faz bem para as emoções e a saúde física. E as famílias vêm percebendo isso na prática, por isso esta escolha cresceu tanto”, afirma Camila Alcântara.

Expansão
A FGR Incorporações atua no segmento de condomínios horizontais desde 1994, quando lançou seu primeiro empreendimento do gênero. Desde então, a incorporadora contabiliza 44 condomínios lançados em Goiás e em outros estados. “A valorização das casas e lotes é um dos indicadores da demanda por esse tipo de empreendimento, pois ela é consequência natural do quanto as pessoas desejam viver nestes espaços”, explica Camila.
Em Goiânia e na Região Metropolitana, a expansão urbana levou os condomínios horizontais a diferentes eixos da cidade. A GO-020 concentra diversos empreendimentos do segmento, enquanto Aparecida de Goiânia também passou a receber projetos favorecidos, entre outros fatores, pela disponibilidade de áreas para novos loteamentos.
Mais recentemente, a Rodovia dos Romeiros passou a integrar esse movimento, acompanhando a expansão da Região Noroeste de Goiânia e de Trindade. Em Goiânia, projeções do Plano Municipal de Saneamento Básico estimavam mais de 200 mil habitantes na Região Noroeste em 2022. Em Trindade, dados do IBGE mostram que a população cresceu 36,3% entre os Censos de 2010 e 2022, passando de 104.506 para 142.431 habitantes. O município também registrou avanço do PIB per capita, que passou de R$ 9.843, em 2010, para R$ 25.497,43, em 2023.
Nesse eixo, a FGR Incorporações prepara três projetos em parceria com o Grupo Soares. O primeiro deles é o Jardins Áustria, condomínio de casas com lançamento previsto para agosto. O empreendimento ocupará uma área superior a 380 mil m² e terá 499 residências, entre casas térreas e sobrados. Quarto empreendimento da Série Especial da FGR, o empreendimento contará com capela ecumênica, quadras de tênis e pickleball, campos de futebol society e uma pista de pump track, destinada à prática de atividades sobre rodas, como ciclismo. O projeto contempla ainda espaços destinados à instalação de escola de idiomas, padaria e empório dentro do condomínio.

















