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Novas tarifas dos EUA devem ter impacto limitado nas exportações de Goiás, aponta estudo da Fieg

Nota técnica indica que produtos relevantes da pauta exportadora goiana ficaram fora da tarifa adicional de 25%, reduzindo os efeitos das medidas sobre o Estado
(Foto: Divulgação)
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As novas barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos às importações brasileiras devem gerar impactos mais moderados sobre Goiás em comparação com a média nacional. A avaliação consta em Nota Técnica divulgada pela Gerência de Desenvolvimento Industrial (Gedin) da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), que analisa os efeitos das tarifas norte-americanas sobre as exportações brasileiras e goianas.

De acordo com o estudo, embora os Estados Unidos estejam entre os principais destinos das exportações goianas, com US$ 641 milhões embarcados em 2025, a lista de produtos isentos da tarifa adicional de 25% inclui itens relevantes para a economia do Estado, como carnes e soja. Com isso, a expectativa é de que as novas medidas reduzam o ritmo de crescimento das exportações, sem provocar uma queda expressiva nas vendas.

A Gedin-Fieg estima que o volume exportado por Goiás para o mercado norte-americano permaneça próximo da média atual, em torno de US$ 80 milhões por mês. O cenário difere das projeções nacionais, que apontam uma redução entre 10% e 15% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, o equivalente a cerca de US$ 360 milhões por mês ou US$ 4,3 bilhões por ano.

O levantamento também considera os efeitos do chamado “tarifaço” de 2025. Enquanto as exportações brasileiras para os Estados Unidos registraram queda de aproximadamente 22% durante a vigência das medidas, Goiás apresentou uma retração média de apenas 3%, seguida pela retomada do crescimento após a suspensão das barreiras, em fevereiro deste ano.

Competitividade e comércio bilateral

No cenário nacional, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) avalia que a nova tarifa de 25% amplia as dificuldades já enfrentadas pelo comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos. Segundo a entidade, 20 dos 27 estados brasileiros reduziram suas exportações para o mercado norte-americano no primeiro semestre, movimento que afeta a competitividade da indústria nacional e aumenta a insegurança para empresas dos dois países.

Pix, tecnologia e minerais entram nas negociações

A Nota Técnica destaca que a discussão entre Brasil e Estados Unidos vai além das tarifas comerciais. Além da cobrança adicional de 25%, permanece em análise pelo governo norte-americano uma sobretaxa de 12,5% vinculada a investigações comerciais em andamento.  Entre os temas incluídos nas negociações estão o Pix, a tributação de empresas de tecnologia, minerais críticos, terras raras e outras questões relacionadas ao comércio internacional. Na avaliação da Gedin-Fieg, esses assuntos devem influenciar as próximas rodadas de diálogo entre os dois países.

Para Goiás, o estudo aponta que a presença de minerais críticos e terras raras na pauta de negociações pode abrir oportunidades para futuras iniciativas de cooperação econômica e investimentos norte-americanos, caso haja avanço nas tratativas.

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