Pirenópolis encerrou neste domingo a edição histórica de 200 anos das Cavalhadas de Pirenópolis, uma das manifestações culturais mais tradicionais do país. Segundo a organização do evento, durante os dias 24, 25 e 26 de maio, cerca de 60 mil pessoas passaram pela cidade para acompanhar as apresentações realizadas no Módulo Esportivo, com arquibancadas lotadas e intensa movimentação turística.
Integradas à Festa do Divino Espírito Santo, as Cavalhadas são reconhecidas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional como Patrimônio Cultural Brasileiro (IPHAN). A encenação reproduz batalhas medievais entre mouros e cristãos, inspiradas nas histórias de Carlos Magno e seus cavaleiros, tradição trazida pelos portugueses e preservada em Pirenópolis desde 1826.
Ao longo dos três dias, 24 cavaleiros divididos entre os exércitos cristão e mouro protagonizaram batalhas simbólicas, carreiras e demonstrações equestres marcadas pela riqueza visual dos figurinos, cavalos ornamentados e personagens históricos. O espetáculo culmina na tradicional reconciliação entre os povos, simbolizando paz e união.
Outro elemento que marcou a edição bicentenária foram os tradicionais mascarados, conhecidos como “Curucucús”. Com roupas coloridas e comportamento irreverente, eles percorrem ruas e o campo das Cavalhadas interagindo com moradores e visitantes, mantendo viva uma das expressões mais populares da cultura pirenopolina.
Participação popular
Mais do que um espetáculo turístico, as Cavalhadas mobilizam toda a comunidade local. Famílias inteiras participam da organização da festa ao longo do ano, desde a produção dos figurinos e bordados até os cuidados com os cavalos e a preservação dos rituais transmitidos entre gerações. A edição de 2026 também reforçou o impacto econômico e turístico do evento. Hotéis, pousadas, bares, restaurantes e o comércio da cidade registraram alta movimentação durante os dias de festa, consolidando Pirenópolis como um dos principais destinos de turismo cultural do Brasil.
O prefeito de Pirenópolis, Nivaldo Melo, destacou o protagonismo da população na preservação da tradição. “Celebrar os 200 anos das Cavalhadas é celebrar a força do nosso povo e da nossa cultura. Essa tradição continua viva graças à dedicação dos pirenopolinos, que fazem questão de preservar essa herança e trabalham duro o ano inteiro para realizar uma festa cada vez mais bonita e grandiosa”, afirmou.
Com o encerramento da edição bicentenária, a expectativa agora se volta para 2027, quando Pirenópolis celebrará seus 300 anos de fundação, prometendo ampliar ainda mais as celebrações ligadas à cultura, à fé e às tradições populares brasileiras.














