O protagonismo, os saberes e as vozes de mulheres negras estarão no centro da programação de julho do Festival Colettiva Preta 2026: Africanidades e Diálogos Potentes. Nos dias 25 e 26 de julho, o Espaço Dona Rosa, no Setor Aeroporto, em Goiânia, recebe a edição “Julho das Pretas – Vozes Pretas”, com feira multicultural, oficina, gastronomia, música, painel, lançamento literário, rodadas de negócios e ações voltadas ao fortalecimento do empreendedorismo feminino negro.
Com entrada gratuita, o Festival Colettiva Preta 2026 é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Equatorial Energia. O projeto conta com recursos da Lei Federal de Incentivo à Cultura, patrocínio da Equatorial Goiás e produção da Colettiva Preta.
A programação de julho ganha relevância por marcar o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho, e o aniversário da Colettiva Preta. Sob o tema “Vozes Pretas”, a edição busca ampliar a visibilidade de mulheres negras que atuam na cultura, economia criativa, empreendedorismo e no desenvolvimento de iniciativas de transformação social.
Ao longo do segundo semestre, o Festival Colettiva Preta realizará sete edições, entre junho e dezembro, reunindo empreendedoras, artistas, produtoras, pesquisadoras e agentes culturais. A proposta é fortalecer a economia criativa e solidária protagonizada por mulheres negras, além de criar espaços de formação, circulação de conhecimentos, geração de renda e construção de redes colaborativas.
Potência econômica
No sábado, 25 de julho, a programação começa às 9 horas, com a abertura da feira multicultural, que segue até 19h30. Das 10h às 12h, a oficina “Saberes Pretos como Potência Econômica”, ministrada por Alaína Bastos, propõe uma reflexão sobre os conhecimentos produzidos e compartilhados por pessoas negras e suas possibilidades de fortalecimento econômico e coletivo.
A gastronomia também integra a programação. Das 12h30 às 14 horas, Luciana Caetano apresenta o almoço “Comidas de Folia”. O Bar Colettiva, com a ação “Psiu, Toma Aí!”, funcionará das 12h30 às 19h30. À tarde, das 15h às 17h, a ativação “Semeia Futuro” reunirá iniciativas e empreendimentos liderados por mulheres negras em uma agenda voltada a rodadas de negócios, networking e compartilhamento de tecnologias sociais. A proposta é aproximar empreendedoras, instituições, empresas e potenciais investidores, ampliando conexões e oportunidades para projetos conduzidos por mulheres negras.
A Sala de Ativação contará com a participação de Ana Cristina, do Madara – Núcleo de Direito e Justiça Cultural, e Ana Paula Oliveira, da Cria Gueto Cria. A programação de sábado também inclui o lançamento da coletânea produzida a partir do I Concurso Literário Cria Gueto Cria!. A publicação reúne textos de 12 escritoras negras e busca ampliar os espaços de circulação, valorização e difusão de narrativas construídas a partir das experiências de mulheres negras.
No domingo, 26 de julho, a feira multicultural retorna das 9h às 18h. O Bar Colettiva “Psiu, Toma Aí!” funcionará das 12h30 às 17h30. No mesmo horário, entre 12h30 e 14 horas, o público poderá participar do almoço “Feijoada e Acarajé”, preparado por Erika Santos. A música será um dos destaques do dia com o show “No Seio do Samba”, realizado das 12h às 14h.
Na sequência, das 14h30 às 17h, será realizado o painel “Cartografia de Mulheres Pretas na Música”, com mediação de Ludmyla Marques. A atividade integra o processo de construção de uma cartografia de mulheres negras que atuam em diferentes segmentos culturais. Nesta edição, o foco estará na música, abordando trajetórias, contribuições e desafios enfrentados por mulheres negras que atuam no setor.
Fortalecimento de redes
O Festival Colettiva Preta tem como proposta consolidar um espaço de valorização das culturas negras periféricas, promovendo visibilidade para empreendimentos liderados por mulheres negras e fortalecendo redes de colaboração, formação e geração de renda.
Ao longo das sete edições, o público terá acesso a atividades ligadas a diferentes áreas da produção cultural, como artesanato, artes visuais, música, moda, teatro, dança, literatura, cinema e tecnologias sociais. Segundo Erika Santos, diretora executiva da Colettiva Preta, o festival surgiu como uma ferramenta de fortalecimento coletivo.
“Nosso objetivo é celebrar, potencializar e fortalecer a economia criativa e solidária nos territórios, ampliando a visibilidade de empreendimentos e iniciativas lideradas por mulheres negras. Buscamos fortalecer redes de colaboração e valorizar as manifestações culturais negras periféricas”, afirma.
Programação – Julho das Pretas | Vozes Pretas
25 de julho – sábado
9h às 19h30 – Feira multicultural
10h às 12h – Oficina “Saberes Pretos como Potência Econômica”
Ministrante: Alaína Bastos
12h30 às 14h – Almoço “Comidas de Folia” – Luciana Caetano
12h30 às 19h30 – Bar Colettiva: “Psiu, Toma Aí!”
15h às 17h – Semeia Futuro – Ativação Colettiva
Iniciativas e empreendimentos de mulheres negras, rodadas de negócios, networking e compartilhamento de tecnologias sociais
Criaguetocria – Lançamento da coletânea do Concurso Literário
26 de julho – domingo
9h às 18h – Feira multicultural
12h às 14h – Show “No Seio do Samba”
12h30 às 14h – Almoço “Feijoada e Acarajé” – Erika Santos
12h30 às 17h30 – Bar Colettiva: “Psiu, Toma Aí!”
14h30 às 17h – Painel “Cartografia de Mulheres Pretas na Música”
Mediação: Ludmyla Marques
Serviço: Festival Colettiva Preta 2026 – Africanidades e Diálogos Potentes
Edição: Julho das Pretas – Vozes Pretas
Data: 25 e 26 de julho de 2026 (sábado e domingo)
Local: Espaço Dona Rosa – Rua 9A, nº 727, Setor Aeroporto, Goiânia (GO)
Entrada: Gratuita
















