Abertura da exposição “Um Modernismo no Oeste” reúne convidados na Cerrado Galeria

Mostra com curadoria de Divino Sobral apresenta mais de 80 obras de artistas ligados às primeiras gerações da arte moderna em Goiás
Cerrado Galeria
Ariane Menezes, Amaury Menezes, e Andyra Menezes (Foto: @criativa.mp)
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Ariane Menezes, Amaury Menezes, e Andyra Menezes (Foto: @criativa.mp)

A Cerrado Galeria, em Goiânia, inaugurou nesta quinta-feira (12), a exposição Um Modernismo no Oeste, que reúne mais de 80 obras produzidas entre 1940 e 1979 por 25 artistas ligados às primeiras gerações da arte moderna em Goiás. Com curadoria do crítico e pesquisador Divino Sobral, a mostra revisita a formação do modernismo na região e permanece aberta ao público até 11 de abril.  A seleção apresenta pinturas, esculturas, gravuras, fotografias e desenhos que ajudam a compreender a evolução da produção artística no estado ao longo de parte do século XX.

Os trabalhos destacam artistas de Goiânia, Anápolis e da cidade de Goiás, evidenciando trajetórias e vínculos institucionais que contribuíram para a consolidação de um circuito artístico regional. Segundo o curador Divino Sobral, a exposição nasceu de um projeto antigo. Ele conta que há mais de dez anos desejava organizar uma mostra que reunisse diferentes gerações de artistas que atuaram em Goiás e ajudaram a estruturar o modernismo no estado.

Identidade cultural

Sobral explica que o modernismo produzido na região se distingue por dialogar com a tradição cultural local. “A grande contribuição do modernismo feito em Goiás está na valorização da nossa identidade cultural. Esses artistas passaram a olhar para a arquitetura colonial, para a paisagem do Cerrado, para a religiosidade e a cultura popular”, afirma.

Para Sobral, esse movimento construiu uma linguagem que combina tradição e modernidade, marcada pelo encontro entre a herança rural e a experiência urbana da nova capital goiana. A própria paleta cromática das obras revela essa relação com o território. “Há uma dominante de cor que lembra o Cerrado seco, algo que atravessa pintores, gravadores, desenhistas e escultores da primeira e da segunda geração”, observa o curador.

Entre os artistas presentes na exposição estão Amaury Menezes, Ana Maria Pacheco, Antônio Poteiro, Caetano Somma, Cleber Gouvêa, D. J. Oliveira, Heleno Godoy, Goiandira do Couto, Gustav Ritter, Iza Costa, Juca de Lima, Luiz Curado, Maria Guilhermina, Miriam Inez da Silva, Nazareno Confaloni, Neusa Moraes, Octo Marques, Oswaldo Verano, Péclat de Chavannes, Reinaldo Barbalho, Roos, Sáida Cunha, Siron Franco, Vanda Pinheiro e Zofia Stamirowska.

Memória artística de Goiás

Um dos artistas participantes da mostra, Amaury Menezes afirma que a exposição reúne um panorama da produção artística goiana. Para ele, o conjunto apresentado na galeria contribui para preservar a memória cultural do estado. Segundo o artista, o modernismo goiano teve impulso decisivo com nomes como Nazareno Confaloni e Luiz Curado, além de artistas que ajudaram a consolidar o movimento nas décadas seguintes. Ele lembra que muitos desses criadores alcançaram projeção nacional e passaram a integrar o repertório da arte brasileira.

Parte significativa das obras expostas pertence à coleção da artista e colecionadora Sáida Cunha, que descreve seu acervo como resultado de uma relação afetiva com a produção artística do estado. Ela afirma que reúne trabalhos de diferentes momentos e gerações, incluindo obras de artistas consagrados e de antigos alunos. Sáida conta que ficou especialmente feliz ao ver a obra Crucificação, de Confaloni, exibida na mostra. “É uma alegria muito grande poder compartilhar esse acervo para que os goianos possam ver. A arte goiana é maravilhosa”, diz.

A exposição também atrai o olhar de artistas mais jovens. O pintor e artista visual goiano Yan Paluki, que visitou a abertura, afirma que a mostra ajuda a recuperar parte da história cultural do estado. Segundo ele, reunir essas obras em um mesmo espaço contribui para compreender a dimensão e a diversidade da produção moderna em Goiás.

A exposição reúne obras produzidas ao longo de quase quatro décadas por artistas que participaram da formação do modernismo em Goiás. A mostra segue aberta ao público na Cerrado Galeria até 11 de abril.

Abaixo, confira quem esteve presente na noite de abertura.

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Sáida Cunha (Foto: @criativa.mp)
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Divino Sobral e Genésio Maranhão (Foto: @criativa.mp)
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Dener Mallard Jr, Abadia Haich e Julia Mazzutti (Foto: @criativa.mp)
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Isadora Morais e José Lopes (Foto: @criativa.mp)
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Selma Parreira e Luiz Mauro (Foto: @criativa.mp)
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Marilia Teixeira e Renata Monteiro (Foto: @criativa.mp)
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Antonio Henrique e Rossana Jardim (Foto: @criativa.mp)
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Heitor Daher, Fausto Ricart e Yan Paluki (Foto: @criativa.mp)
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Kell Felix e Julliana Araújo (Foto: @criativa.mp)
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Gabrielly Guedes e Rafael Machado (Foto: @criativa.mp)
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Luiz Cláudio Faleiro e Bellatrix Serra (Foto: @criativa.mp)
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Pedro Nogueira, Fernando Pinto, Diogo Carlos e Gerson Gomes (Foto: @criativa.mp)
(Foto: @criativa.mp)

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