O gestor cultural Ricardo Piquet, diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG), será reconhecido pelo Science Museum Group, principal grupo de museus de ciência e inovação do mundo, sediado no Reino Unido. A informação foi publicada pela colunista Alice Ferraz, do Estadão na sexta-feira (27).
À frente da gestão do Museu do Amanhã desde a inauguração, em 2015, Piquet receberá o título de Fellow, concedido a cientistas e personalidades que transformaram o mundo por meio da ciência e da inovação. Em 150 anos de fundação da instituição britânica e 17 de criação do conselho, é a primeira vez que um brasileiro integra a lista.
Segundo Tim Laurence, presidente do Science Museum Group, o reconhecimento destaca a dedicação de Piquet à ciência e sua atuação ao incentivar soluções para as mudanças climáticas por meio do diálogo e da inovação. A cerimônia de entrega ocorrerá em Londres, no dia 13 de maio.
Orientação para o futuro
O prêmio também reconhece o pioneirismo na consolidação do conceito de museus orientados para o futuro. O IDG liderou a articulação internacional FORMS (Future-Oriented Museums), aliança global de líderes culturais comprometidos em pensar e repensar o futuro a partir de perspectivas científicas, sociais e ambientais.
Inaugurado há dez anos, o Museu do Amanhã estruturou sua narrativa com base em perguntas sobre o futuro, conectando passado, presente e projeções de cenários possíveis. A proposta se consolidou como referência internacional no campo museológico.
Museus como o Futurium, em Berlim, o Climate Museum, em Nova Iorque, e o Miraikan, no Japão, declararam inspiração direta no modelo brasileiro.
Em 2025, o Museu do Amanhã recebeu a visita do príncipe William durante a realização do Earthshot Prize, premiação voltada a soluções ambientais. O episódio reforçou o papel da instituição como espaço de debate sobre clima, inovação e novos pactos sociais.
Para Piquet, o reconhecimento ultrapassa a dimensão individual e sinaliza a consolidação de um modelo de gestão cultural desenvolvido no Brasil e projetado globalmente. O objetivo, segundo declarou ao Estadão, é consolidar o museu como centro internacional de reflexão sobre futuros possíveis.














