O Museu Zoroastro Artiaga completa 80 anos nesta sexta-feira (6) em um momento marcado pela reta final da restauração do edifício. O espaço, gerido pelo Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), passa por uma obra de recuperação e preservação que resgata características originais, reforça a segurança estrutural e amplia as condições de acessibilidade e conservação do acervo. A entrega está prevista para o próximo mês.
Com investimento de R$ 6,6 milhões, a restauração teve início em novembro de 2024 e contempla a recuperação integral do prédio, exemplar do Art Déco goiano. O projeto inclui intervenções na cobertura, alvenarias, pisos históricos, adornos e elementos decorativos, além da modernização dos sistemas elétrico e luminotécnico, reforço estrutural, drenagem, atualização da museografia, adequações de acessibilidade e atendimento às normas de prevenção e combate a incêndios.
Segundo a secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, a obra reafirma o compromisso do Governo de Goiás com a preservação do patrimônio cultural. “Estamos falando de um equipamento cultural estratégico, que reúne valor histórico e arquitetônico. A restauração do Museu Zoroastro Artiaga garante a recuperação de um dos edifícios do conjunto Art Déco de Goiânia e assegura condições adequadas para o funcionamento das atividades educativas e culturais junto à população”, afirma.
Acervo
Inaugurado em 1946, o museu teve seu acervo inicial formado a partir de doações do professor Zoroastro Artiaga, primeiro diretor da instituição e pesquisador dedicado à divulgação da história e da geografia de Goiás. Atualmente, a coleção reúne peças arqueológicas e mineralógicas, itens de etnologia indígena, arte sacra e arte popular, além de documentos históricos e exemplares da fauna e da flora do Cerrado, que registram a trajetória do Estado e da capital.
Como parte do processo de preservação, o Governo de Goiás investiu em tecnologia para a conservação do acervo. As peças passaram por desinfecção e higienização por anóxia, técnica que reduz o oxigênio do ambiente e o substitui por nitrogênio, eliminando pragas sem causar danos aos materiais.
“O cuidado com o acervo é tão relevante quanto a restauração do edifício. Estamos adotando tecnologias reconhecidas internacionalmente, que asseguram a preservação das peças de forma segura e sem riscos físico-químicos, garantindo a integridade desse patrimônio para as próximas gerações”, explica Yara Nunes.

Patrimônio histórico
Localizado na Praça Cívica, no Centro de Goiânia, o edifício foi construído entre 1942 e 1943 pelo engenheiro polonês Kazimiers Bartoszevsky, originalmente para abrigar o Departamento de Imprensa e Propaganda. Em 1946, o espaço foi transformado no Museu Zoroastro Artiaga, o primeiro museu do Estado de Goiás. O prédio é tombado como Patrimônio Arquitetônico e Histórico Estadual desde 1998 e pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2004.

















