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Vila Cultural Cora Coralina abre três exposições em Goiânia em outubro

Mostras de Vik Muniz, Lilian Camelli e das artistas Anália Moraes, Maria Andrade e Raquel Garbelotti começam em 6 de outubro, com entrada gratuita
Vila Cultural Cora Coralina2
Obra da artista Anália Moraes
Vila Cultural Cora Coralina2
Obra da artista Anália Moraes

A Vila Cultural Cora Coralina, em Goiânia, abre três exposições simultâneas a partir de 6 de outubro, reunindo diferentes linguagens da arte contemporânea. A programação inclui Vik Muniz – REVER: imagem e reflexão, com 60 fotografias que percorrem três décadas da produção do artista; Ruídos do Silêncio, individual de Lilian Camelli; e a coletiva Das paisagens, dessas que vêm aos lábios, com obras de Anália Moraes, Maria Andrade e Raquel Garbelotti.

As mostras ocupam diferentes salas do espaço, têm entrada gratuita e abordam temas como memória, intimidade, território, percepção e representação.

Três décadas de produção 

 

vik muniz
(Imagem: Divulgação Vik Muniz)

Na Grande Sala da Vila Cultural Cora Coralina, a exposição Vik Muniz – REVER: imagem e reflexão apresenta um conjunto de 60 fotografias que percorrem diferentes momentos da trajetória do artista brasileiro, reconhecido internacionalmente pela criação de imagens a partir de materiais pouco convencionais.

Vik Muniz é um dos artistas visuais e fotógrafos brasileiros de maior projeção internacional. Ele é célebre por criar imagens impressionantes a partir de materiais inusitados e cotidianos, como chocolate líquido, açúcar, poeira, diamantes, brinquedos e lixo reciclável , cujos resultados finais são eternizados em fotografias de grande formato. Transitando entre a ilusão de ótica e a crítica social, sua obra estabelece um diálogo profundo e provocador com ícones da história da arte.

Com curadoria de Daniel Rangel e realização do Serviço Social do Comércio em Goiás (Sesc-GO), a mostra inclui releituras de obras de nomes importantes da história da arte e trabalhos da série Museu de Cinzas, desenvolvida a partir do incêndio do Museu Nacional, no Rio de Janeiro. A exposição permanece em cartaz até 31 de janeiro de 2027 e oferece ao público um panorama de pesquisas que aproximam materialidade, imagem e memória.

O que não está à vista

Sem título, Lilian Camelli (Foto: Divulgação)

A Sala Sebastião Barbosa recebe Ruídos do Silêncio, exposição individual de Lilian Camelli com curadoria de Danilo Garcia e apoio da Contempo Galeria. Em suas pinturas, ambientes domésticos, quartos, corredores, janelas e objetos cotidianos ganham protagonismo e se transformam em narrativas abertas sobre ausência, memória e expectativa. As cenas sugerem histórias sem revelar todos os seus elementos, deixando espaço para que cada visitante construa interpretações próprias.

Lilian Camelli é uma artista visual e pintora paraguaia, nascida em Ypacaraí, Paraguai, em 1958 e radicada em São Paulo desde a década de 1980. Sua produção artística ganhou forte projeção a partir de 2009, com foco em uma pintura figurativa intimista desenvolvida em acrílica e óleo sobre tela.

Para o curador Danilo Garcia, a exposição se desenvolve no intervalo entre o que permanece visível e aquilo que desapareceu. “A intimidade de Camelli não se apresenta como confissão, mas como algo fragmentário e parcialmente inacessível. Nas pinturas, quanto menos a imagem revela, mais o espectador é convidado a procurar, imaginar e construir suas próprias possibilidades de leitura”, afirma. A mostra pode ser visitada até 5 de novembro de 2026.

Paisagem como experiência

Se for bicho, se for planta, de Raquel Garbelotti (Foto: Divulgação)

Na Sala Antônio Poteiro, a coletiva Das paisagens, dessas que vêm aos lábios reúne trabalhos de Anália Moraes, Maria Andrade e Raquel Garbelotti, sob curadoria de Galciani Neves. As artistas investigam as relações entre corpo, território e paisagem por meio de esculturas, pinturas e instalações que dialogam com questões ambientais, memórias afetivas e experiências sensíveis do espaço.

Argila, vidro, latão, óleo sobre madeira e cimento estão entre os materiais utilizados nas obras. Na exposição, a paisagem é apresentada como uma experiência que ultrapassa a contemplação visual: ela também é atravessada pelo corpo, pela memória e pelas formas de habitar o mundo. A proposta convida o público a refletir sobre as relações entre os ambientes que ocupamos e as experiências que construímos neles. A coletiva permanece em cartaz até 31 de janeiro de 2027.

Com as três mostras, a Vila Cultural Cora Coralina reúne artistas e pesquisas de diferentes abordagens em uma programação que aproxima fotografia, pintura, escultura e instalação. A visitação gratuita permite conhecer tanto percursos consolidados da arte brasileira quanto investigações que exploram as relações entre espaço, subjetividade e vida cotidiana.

 

Serviço – Exposições na Vila Cultural Cora Coralina

Abertura: 6 de outubro de 2026

Visitação:  

Vik Muniz – REVER: imagem e reflexão — até 31 de janeiro de 2027
Ruídos do Silêncio, de Lilian Camelli — até 5 de novembro de 2026
Das paisagens, dessas que vêm aos lábios, com Anália Moraes, Maria Andrade e Raquel Garbelotti — até 31 de janeiro de 2027

Local: Vila Cultural Cora Coralina, Rua 3, s/n, esquina com a Rua 23, Centro
Funcionamento: diariamente, das 9h às 16h; fechamento às 17h
Entrada: gratuita

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