Do Cerrado à Mata Atlântica, o Brasil reúne parques e áreas protegidas que oferecem experiências diversas de contato com a água, seja em cachoeiras de grande volume, poços naturais ou corredeiras acessíveis a famílias. Esses destinos aliam preservação ambiental, infraestrutura de visitação e paisagens que ocupam lugar de destaque no turismo de natureza.
Em Goiás, o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros concentra alguns dos cenários mais conhecidos do Estado. A unidade abriga cachoeiras de diferentes perfis, como Santa Bárbara, Almécegas I e II, Loquinhas, Segredo e o complexo do Rio dos Couros. Há desde corredeiras rasas, indicadas para um passeio com crianças, até quedas mais volumosas, acessadas por trilhas de maior extensão. “A Chapada é democrática, mas exige atenção ao nível da água, que pode subir rapidamente após períodos de chuva”, alerta a bióloga Rafaela Amaral. Segundo ela, o acompanhamento das condições climáticas e o respeito às orientações dos guias são fundamentais, mesmo em visitas autoguiadas.
Ainda em território goiano, áreas como a Cachoeira do Abade, em Pirenópolis, e os atrativos naturais do Parque Estadual da Serra dos Pireneus ampliam o roteiro de quem busca trilhas sinalizadas e pontos de banho em meio ao Cerrado.

Em Minas Gerais, o Parque Estadual do Ibitipoca é um destino procurado para caminhadas e banhos em piscinas naturais. Os circuitos do parque reúnem cachoeiras, poços e campos rupestres, com percursos que podem ser feitos de forma guiada ou autoguiada. “A visita autoguiada oferece liberdade ao turista, desde que todo o lixo seja recolhido. Já o guia acrescenta informações sobre fauna, flora e história local, além de orientar sobre segurança”, explica Rafaela. Ela destaca que, mesmo sem acompanhamento, é importante observar sinais do ambiente, como alterações na correnteza e no nível da água.
No Rio de Janeiro, o Parque Nacional do Itatiaia, o mais antigo do Brasil, reúne montanhas, trilhas e quedas-d’água em diferentes níveis de dificuldade. A parte baixa concentra atrações como a cachoeira Véu de Noiva e poços de fácil acesso, enquanto a parte alta apresenta lagos e formações rochosas que exigem maior preparo físico. “Hidratação, proteção solar e calçado adequado são indispensáveis para o clima de montanha”, orienta a bióloga.

Em São Paulo, o Caminhos do Mar, inserido na Serra do Mar, combina natureza e patrimônio histórico. Além das trilhas autoguiadas, o parque oferece atividades como tirolesa e canoagem no reservatório do Rio das Pedras, além de uma cachoeira liberada para banho em trechos autorizados. O uso público é operado pela Parquetur, em parceria com o órgão gestor.
Fora desse eixo, algumas cachoeiras são conhecidas como cartões-postais do turismo brasileiro. As Cataratas do Iguaçu, no Paraná, impressionam pelo volume e pela extensão das quedas. Na Bahia, a Cachoeira da Fumaça, na Chapada Diamantina, se destaca pela altura e pelo acesso por trilha. No Rio Grande do Sul, a Cachoeira do Caracol, em Canela, integra um parque com estrutura voltada à visitação familiar.















