O Sebrae Goiás lança o “Boletim de Tendências Cafeterias: Valor, experiência e decisão no consumo diário” durante o Café Fest 2026, que será realizado de 24 a 26 de abril, no Centro de Convenções Oscar Niemeyer, em Goiânia. O estudo reúne informações sobre oportunidades de negócios e aponta o segmento como um dos mais dinâmicos do varejo de alimentação.
De 24 a 26 de abril, Goiânia recebe o Café Fest 2026, que reúne produtores, baristas, cafeterias e fornecedores, com foco na troca de conhecimento, geração de parcerias e apresentação de tendências do mercado. No dia 24, às 19h, o Sebrae Goiás realiza o lançamento oficial do boletim, com a presença do diretor superintendente, Antônio Carlos de Souza Lima Neto. Ainda no mesmo dia, às 15h, a entidade promove, em parceria com a Abrasel, um bate-papo sobre o mercado de cafeterias.
O boletim classifica o setor como um dos mais dinâmicos do varejo de alimentação, com potencial para pequenos negócios. Segundo a analista da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae Goiás, Polyanna Cardoso, o café passou a ter um novo papel no cotidiano do consumidor. “Ele deixou de ser apenas uma bebida e passou a representar um ritual urbano. Muitas cafeterias funcionam como um terceiro lugar, entre casa e trabalho, oferecendo espaço de pausa, convivência e identidade”, afirma.
Produto tradicional no Brasil, o café vive um novo momento. Mais do que parte da rotina, a bebida ganha valor como experiência e oportunidade de negócio. Cafeterias especializadas, métodos de preparo variados e cardápios ampliados refletem um consumidor mais atento à qualidade, à origem e ao modo de preparo.
A conexão entre os diferentes elos da cadeia produtiva também impulsiona o setor. O Café Fest, com apoio do Sebrae, exemplifica esse movimento. Para Polyanna Cardoso, iniciativas desse tipo fortalecem o ecossistema do café. “Esses encontros ampliam a visibilidade, estimulam conexões e contribuem para o desenvolvimento dos pequenos negócios”, destaca.
Mudanças no consumo abrem espaço para novos modelos de atuação. Cafeterias de nicho, torrefações artesanais, clubes de assinatura e comercialização de grãos especiais estão entre as possibilidades. Para quem já atua no setor, a diversificação com bebidas geladas e funcionais pode ampliar o faturamento. Parcerias com produtores locais e pequenos fornecedores também reforçam a identidade dos estabelecimentos.
O café passa a ser percebido como um “pequeno luxo” cotidiano, com consumidores em busca de qualidade e origem definida sem abrir mão de preços equilibrados; ao mesmo tempo, o consumo se desloca do balcão para a rotina, com bebidas prontas para beber e versões geladas ganhando espaço como alternativas práticas para quem consome em trânsito e fora das cafeterias; paralelamente, opções funcionais, com ingredientes voltados ao bem-estar e à performance, ampliam o cardápio e contribuem para atrair novos públicos.














