A artista visual goiana Iêda Jardim está entre os participantes da 16ª Bienal Internacional de Curitiba, uma das principais mostras de arte contemporânea da América Latina. Com a instalação inédita Corpos Sutis, a artista integra o núcleo temático Poéticas da Memória e da Matéria, ao lado da japonesa Chiharu Shiota, reconhecida internacionalmente por suas instalações que transformam objetos e fios em narrativas sobre memória e existência.
Com o tema Limiares, a Bienal acontece entre 14 de junho e 15 de novembro de 2026 e reúne mais de 300 artistas de mais de 40 países em diferentes espaços culturais da capital paranaense e de outras 33 cidades do estado. O convite para a participação de Iêda partiu da curadora Tereza de Arruda, que acompanha a trajetória da artista há cerca de quatro anos.
A instalação Corpos Sutis parte de experiências autobiográficas para abordar temas como espiritualidade, ancestralidade e estados de consciência. A obra reúne tecidos suspensos, bordados, fotografias de família e superfícies marcadas pelo tempo, criando uma experiência imersiva que conecta memórias individuais a reflexões coletivas sobre pertencimento, transformação e cura. “Corpos Sutis é construída sobre espiritualidade, ancestralidade e estados de consciência que entendo como dimensões constitutivas do ser humano. Há transição ali em vários planos: entre gerações, entre o que se herda e o que se transforma, entre o que o corpo carrega e o que ele aprende a soltar”, afirma Iêda Jardim.
Segundo a artista, a relação entre a obra e o tema da Bienal surgiu de maneira natural. “Limiares chegou como um convite que já estava inscrito no meu trabalho. O que me interessa é criar condições para que memórias sejam sentidas. Os materiais que uso guardam tempo de uma forma que o olhar sente antes de processar”, explica.

Reconhecimento
A participação também amplia a visibilidade da produção artística goiana em um circuito internacional. Para Iêda, a presença de artistas do estado em eventos desse porte contribui para ampliar o reconhecimento da cena local. “Goiás tem uma produção artística muito rica, mas que ainda circula menos do que merece nos circuitos internacionais. Quanto mais essas obras aparecem em espaços como esse, mais essa cena se torna visível para um público mais amplo”, observa.
Com trajetória construída entre a cerâmica, a escultura, a gravura, a pintura, o desenho e a instalação, Iêda Jardim desenvolve uma pesquisa artística marcada pela relação entre matéria, memória e transformação. Bacharel em Artes Plásticas pela Escola Guignard, a artista acumula exposições, premiações e participações em mostras no Brasil e no exterior.
Com curadoria geral de Adriana Almada e Tereza de Arruda, a 16ª Bienal Internacional de Curitiba ocupará espaços como o Museu Oscar Niemeyer, o Museu de Arte Contemporânea do Paraná e o Museu Paranaense, além de instituições culturais distribuídas por todo o estado. A edição anterior da mostra, realizada em 2019, recebeu mais de um milhão de visitantes.
Serviço – 16ª Bienal Internacional de Curitiba
Período: 14 de junho a 15 de novembro de 2026
Locais: Museu Oscar Niemeyer e outros espaços culturais de Curitiba
Endereço do MON: Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico, Curitiba (PR)















