Jogos Olímpicos de Inverno 2026: saiba quando e onde ver os atletas brasileiros competindo

Itália recebe a maior edição da história do evento, com 16 esportes, modelo sustentável e a maior delegação brasileira já registrada
esqui olimpico
Foto: Alexandre Castello Branco/COB
esqui olimpico
Foto: Alexandre Castello Branco/COB

Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 acontecem entre 6 e 22 de fevereiro e levam à Itália o maior evento mundial dos esportes disputados no gelo e na neve. Em sua 25ª edição, a competição reúne 16 modalidades, 116 provas com medalhas e um formato descentralizado que aposta em sustentabilidade, reaproveitamento de estruturas históricas e novas experiências para atletas e público.

Antes de terem um evento próprio, esportes como patinação artística e hóquei no gelo integravam o programa dos Jogos Olímpicos de Verão. A mudança começou em 1924, quando Chamonix, nos Alpes Franceses, sediou a Semana Internacional de Esportes de Inverno, posteriormente reconhecida pelo Comitê Olímpico Internacional como a primeira Olimpíada de Inverno. Desde então, os Jogos passaram a acontecer a cada quatro anos. A partir de 1994, ganharam calendário próprio, em anos diferentes da Olimpíada de Verão, consolidando identidade e relevância dentro do movimento olímpico.

A cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 acontece na sexta-feira (6), às 16h (horário de Brasília), no Estádio San Siro, em Milão, marcando oficialmente o início da 25ª edição dos Jogos, apesar de algumas competições começarem dois dias antes. O espetáculo deve reunir referências da cultura italiana, performances artísticas e o tradicional desfile das delegações. Pelo Brasil, Lucas Pinheiro Braathen e Nicole Silveira serão os porta-bandeiras, enquanto Rebeca Andrade participa da cerimônia a convite do Comitê Olímpico Internacional, integrando o grupo de personalidades responsáveis por conduzir a bandeira olímpica.

Itália volta ao centro do esporte de inverno

Milão-Cortina 2026 marca a terceira vez que a Itália sedia os Jogos Olímpicos de Inverno. O país já recebeu o evento em Cortina d’Ampezzo, em 1956, e em Turim, em 2006. Agora, Cortina volta a ter papel central, com a reutilização de estruturas históricas, como a montanha do esqui alpino feminino e o ginásio do curling.

A edição aposta em um modelo descentralizado, com provas distribuídas por diversas cidades do norte da Itália, como Milão, Cortina d’Ampezzo, Livigno, Bormio, Tesero, Predazzo, Val di Fiemme, Antholz-Anterselva e Verona, sede da cerimônia de encerramento.

Com foco na redução de custos e no impacto ambiental, Milão-Cortina 2026 prioriza o reaproveitamento de instalações já existentes. As principais obras ficaram concentradas em dois projetos: a construção de uma nova arena indoor em Milão, voltada ao hóquei no gelo, e a modernização da pista Eugenio Monti, em Cortina, para as provas de bobsled, skeleton e luge.

O Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno 2026

Ao todo, 16 esportes fazem parte do programa olímpico, somando 116 provas com medalhas. A principal novidade é o esqui de montanhismo, modalidade que desafia os atletas em percursos com subidas e descidas de montanhas no menor tempo possível. Também estão no programa: biatlo, bobsled, combinado nórdico, curling, esqui alpino, esqui cross-country, esqui freestyle, hóquei no gelo, luge, patinação artística, patinação de velocidade, short track, salto de esqui, skeleton e snowboard.

O Brasil participa dos Jogos Olímpicos de Inverno desde Albertville-1992 e chega a Milão-Cortina para sua décima participação. A edição de 2026 já é histórica: o país contará com a maior delegação de sua trajetória no evento, com 14 atletas e um reserva, superando os dez competidores de Pequim 2022. Os brasileiros estarão presentes em cinco modalidades: bobsled, esqui alpino, esqui cross-country, skeleton e snowboard. O melhor resultado do país em Jogos de Inverno foi a nona colocação de Isabel Clark no snowboard cross, em Turim 2006.

Vinte anos depois da última Olimpíada de Inverno na Itália, o Brasil chega com nomes que acumulam bons resultados internacionais. Lucas Pinheiro Braathen, no esqui alpino; Pat Burgener, no snowboard halfpipe; e Nicole Silveira, no skeleton, aparecem como os principais destaques e alimentam a expectativa por um desempenho histórico e, pela primeira vez, a possibilidade real de uma medalha brasileira.

Onde assistir aos Jogos Olímpicos de Inverno 2026

No Brasil, a cobertura dos Jogos será ampla. A TV Globo exibirá competições na TV aberta e no Globoplay. O SporTV transmitirá até 14 horas diárias ao vivo, incluindo cerimônias e programas especiais, com opção em ultra definição. A Ge TV fará cobertura digital diária, enquanto a CazéTV será a principal alternativa fora do Grupo Globo, com cerca de 100 horas de transmissões ao vivo.

Guia do Time Brasil

Com sedes distribuídas por diferentes regiões do norte da Itália, os Jogos Olímpicos de Inverno de 2026 impõem um desafio logístico significativo às delegações. No caso do Brasil, os atletas estarão em ação em Cortina d’Ampezzo, Livigno, Bormio e Tesero, cidades separadas por distâncias que chegam a cerca de 400 km. Ainda assim, o Comitê Olímpico do Brasil aposta na visibilidade do evento para ampliar o interesse do público nacional pelos esportes de inverno e fortalecer a presença do país na competição.

Bobsled

As provas do bobsled acontecem no Cortina Sliding Center, em Cortina d’Ampezzo. O Brasil será representado por Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira, com definição posterior dos quatro titulares nas descidas do 4-man.

  • 16 de fevereiro, a partir das 6h – 2-man (descidas 1 e 2)

  • 17 de fevereiro, a partir das 15h – 2-man (descidas 3 e 4)

  • 21 de fevereiro, a partir das 6h – 4-man (descidas 1 e 2)

  • 22 de fevereiro, a partir das 6h – 4-man (descidas 3 e 4)

Horários de Brasília.

Esqui alpino

No masculino, as disputas acontecem no Stelvio Ski Centre, em Bormio, com Lucas Pinheiro Braathen, Christian Oliveira Soevik e Giovanni Ongaro.

  • 14 de fevereiro, às 6h e 9h30 – slalom gigante masculino

  • 16 de fevereiro, às 6h e 9h30 – slalom masculino

No feminino, Alice Padilha compete no Tofane Alpine Skiing Centre, em Cortina d’Ampezzo.

  • 18 de fevereiro, às 6h e 9h30 – slalom feminino

Esqui cross-country

As provas do esqui cross-country serão realizadas no Tesero Cross-Country Skiing Stadium, em Tesero. O Brasil contará com Manex Silva, Eduarda Ribera e Bruna Moura.

  • 10 de fevereiro, às 5h15 – sprint clássico feminino (classificatória)

  • 10 de fevereiro, às 5h55 – sprint clássico masculino (classificatória)

  • 12 de fevereiro, às 9h – 10 km feminino, técnica livre

  • 13 de fevereiro, às 7h45 – 10 km masculino, técnica livre

  • 18 de fevereiro, às 5h45 – sprint por equipe feminino, técnica livre (classificatória)

Skeleton

O skeleton brasileiro estará representado por Nicole Silveira, uma das principais esperanças do país na competição. As provas acontecem no Cortina Sliding Center, em Cortina d’Ampezzo.

  • 13 de fevereiro, às 12h e 13h48 – descidas 1 e 2

  • 14 de fevereiro, às 14h e 15h44 – descidas 3 e 4

Snowboard

No snowboard halfpipe, o Brasil será representado por Pat Burgener e Augustinho Teixeira, com provas em Livigno, na região da Lombardia.

  • 11 de fevereiro, às 15h30 e 16h27 – classificatória (descidas 1 e 2)

  • 13 de fevereiro, às 15h30 – final (três descidas)

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