Daniel Vilela foi empossado, nesta terça-feira (31), no comando do Governo de Goiás, em solenidade realizada na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego). A cerimônia formalizou a transição de governo após a renúncia de Ronaldo Caiado, que deixa o cargo para disputar a Presidência da República.
Em discurso, o novo governador ressaltou a responsabilidade de dar continuidade ao ciclo administrativo iniciado em 2019. Segundo ele, a gestão seguirá orientada por resultados e pela manutenção das diretrizes já adotadas. Entre os pontos centrais da fala, esteve a defesa da continuidade das políticas públicas. Daniel afirmou que não pretende alterar o rumo da administração estadual, reforçando que Goiás seguirá na trajetória construída nos últimos anos. “Goiás encontrou um caminho seguro. E é nesse caminho que vamos seguir”, afirmou.
Ao reconhecer o período anterior, o governador destacou a parceria com Caiado e citou avanços em áreas estratégicas, além da recuperação da credibilidade administrativa. “Ao longo dos últimos sete anos, Goiás mudou. E mudou para melhor”, declarou.
Desafios e conquistas
Daniel também retomou o cenário encontrado em 2019, citando dificuldades fiscais, limitações de investimento e problemas em serviços públicos. “Há pouco mais de sete anos, o governador Caiado assumiu um estado dilapidado pelas dívidas e pela corrupção”, afirmou.
Entre os resultados apresentados, o novo chefe do Executivo destacou a reorganização das contas públicas, a ampliação de investimentos e a execução de obras estruturantes. Também mencionou a regionalização da saúde e avanços na educação. “Se o passado era o caos, o presente é a saúde regionalizada, a educação em primeiro lugar, o equilíbrio fiscal e as contas em dia”, disse.

A segurança pública foi outro tema abordado. Daniel apontou a redução da criminalidade e o fortalecimento das forças de segurança como políticas que serão mantidas. “Se o passado era o medo, o presente é o estado mais seguro do Brasil”, afirmou.
Ao comentar sua trajetória, Daniel Vilela destacou a experiência acumulada em diferentes cargos eletivos, incluindo vereador, deputado estadual, deputado federal e vice-governador. “Recebo hoje essa missão com humildade, mas com plena consciência da responsabilidade que ela representa”, disse.
Trajetória política
Natural de Jataí, é formado em Direito, com pós-graduação em Administração Pública, Daniel iniciou sua carreira política em 2006, influenciado pelo pai, o ex-governador Maguito Vilela. Foi eleito vereador por Goiânia em 2008, deputado estadual em 2010 e deputado federal em 2014. Na Câmara dos Deputados, presidiu a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e relatou a medida provisória que instituiu o Programa de Proteção ao Emprego.
Em 2018, disputou o governo de Goiás e, em 2022, foi eleito vice-governador na chapa de Ronaldo Caiado. No cargo, atuou na articulação entre setores público e privado, com participação em agendas ligadas a educação, saúde, segurança e desenvolvimento social.

No discurso de posse, Daniel reforçou que seguirá os princípios adotados pela gestão anterior, especialmente na condução fiscal e na execução de políticas públicas. “Me espelho na sua forma de governar, com coragem para decidir, responsabilidade com o dinheiro público e compromisso com as pessoas”, declarou.
Ao detalhar prioridades, citou a continuidade de investimentos em segurança, saúde e educação, além da manutenção de obras em andamento e programas sociais. “O combate à criminalidade, os investimentos em saúde e educação, as mais de mil obras em andamento, os programas sociais… tudo isso vai continuar e avançar”, afirmou.
O governador também mencionou o compromisso com o diálogo institucional e a cooperação entre os Poderes, além da relação com municípios e o setor produtivo. “A democracia exige respeito, diálogo e responsabilidade. E é assim que eu vou governar”, disse.
Planos para 2026
Na primeira entrevista coletiva como governador, Daniel Vilela afirmou que já conduz articulações para garantir o equilíbrio fiscal do Estado, definido como prioridade desde o ano passado em reuniões com secretarias e equipe econômica, e destacou que essa diretriz não será flexibilizada, especialmente diante dos benefícios vinculados ao Propag.
O debate sobre o teto de gastos dos Poderes, por sua vez, está em andamento, com diálogos já realizados com o Tribunal de Justiça, a Assembleia Legislativa e outras instituições. “Nosso objetivo é poder oferecer para todos os Poderes, de forma conjunta, em breve, um projeto que garanta e estabeleça os limites individuais de cada um, com previsibilidade já para o orçamento de 2027, até porque no final de abril estaremos enviando a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), momento em que se definem essas diretrizes”, disse.
O governador também afirmou que não está preocupado em deixar uma marca pessoal na gestão, mas em dar continuidade ao trabalho já iniciado. “Queremos promover os avanços que são necessários e que talvez o governador não tenha tido tempo, em razão de ter recebido o estado da forma como recebeu”, disse.
A meta, conforme indicou, é modernizar a máquina pública. “Vamos lançar nos próximos dias uma agenda nesse sentido, para que possamos ter mais eficiência e qualidade na prestação dos serviços públicos, aproximar o cidadão e, por meio da tecnologia, facilitar o acesso. Ao longo do tempo, isso deve se consolidar como marca do governo”, afirmou.
















