O Centro Cultural Octo Marques, em Goiânia, inaugura nesta quinta-feira (15), às 19h, três exposições individuais de arte contemporânea, com entrada gratuita. Cada desenho é um santuário, de Estêvão Parreiras; Alumbramento, de Hortência Eduarda; e Desafinado, de Rodrigo de Almeida Cruz, apresentam diferentes investigações sobre memória, religiosidade, identidade e as possibilidades da criação artística. As mostras reúnem desenhos, pinturas, xilogravuras, cerâmicas e aquarelas e permanecem em cartaz até 29 de novembro.
Instalado no Edifício Parthenon Center, no Centro da capital, o espaço recebe projetos que partem de pesquisas individuais para abordar questões relacionadas ao corpo, à ancestralidade e à própria linguagem das artes visuais. Cada exposição conta com uma curadoria independente e apresenta diferentes momentos da produção de seus respectivos artistas.
Território de memória

Com curadoria de Bitu Cassundé, Cada desenho é um santuário ocupa a Galeria Frei Confaloni e reúne cerca de 100 desenhos de Estêvão Parreiras. A exposição apresenta uma pesquisa na qual palavra e imagem se aproximam para investigar temas como religiosidade, corpo, desejo e experiências pessoais, tendo o desenho como principal linguagem.
O projeto foi desenvolvido a partir de encontros entre artista e curador, incluindo uma imersão no ateliê de Estêvão, em Goiânia. Durante o processo, foram revisitados arquivos, cadernos e diferentes fases de sua produção. Corações, anjos, estrelas, coroas de espinhos, chamas e ex-votos aparecem de forma recorrente nos trabalhos, estabelecendo relações com as experiências do artista com o universo do sagrado desde a infância.
Ancestralidade e experimentação

A artista Hortência Eduarda apresenta sua primeira exposição individual, Alumbramento, com curadoria de Lorraine Mendes, da Pinacoteca de São Paulo. A mostra reúne 26 trabalhos, incluindo xilogravuras, cerâmicas e estudos em aquarela, em uma investigação que articula memória, experiências pessoais e referências ancestrais.
Natural de Irecê, na Bahia, Hortência é graduanda em Artes Visuais pela Universidade Federal de Goiás (UFG), integra o coletivo Batalhão das Gravadeiras e atua como colaboradora no Sertão Negro, Escola de Saberes. Em sua produção, a xilogravura ocupa um lugar central, enquanto a cabeça e o corpo são investigados como territórios de memória, cuidado e continuidade.
Pintura contemporânea

A terceira exposição, Desafinado, reúne pinturas de Rodrigo de Almeida Cruz produzidas ao longo dos últimos anos, provenientes de diferentes séries de sua trajetória. Com curadoria de Divino Sobral, a seleção não segue uma organização cronológica e propõe aproximações entre trabalhos realizados em momentos distintos.
O título faz referência à canção de Tom Jobim e funciona como ponto de partida para uma reflexão sobre os acidentes, desvios e retornos que atravessam a prática artística. Por meio da sobreposição de cores e camadas de tinta, Rodrigo investiga a história da pintura e suas possibilidades de continuar produzindo novas experiências e interpretações do mundo contemporâneo.
As três exposições poderão ser visitadas a partir de sexta-feira (16), no Centro Cultural Octo Marques, unidade da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult Goiás).
Serviço – Exposições Cada desenho é um santuário, Alumbramento e Desafinado
Artistas: Estêvão Parreiras, Hortência Eduarda e Rodrigo de Almeida Cruz
Abertura: quinta-feira, 15 de outubro, às 19h
Visitação: de 16 de outubro a 29 de novembro de 2026
Local: Centro Cultural Octo Marques — Edifício Parthenon Center
Endereço: Rua 4, nº 515, Centro, Goiânia (entrada pela Rua 7)
Entrada: gratuita














