O asfalto da pista do Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna será reconstruído sem custos para os cofres públicos. A decisão foi anunciada pelo Governo de Goiás nesta quarta-feira (3/6), após avaliações técnicas identificarem falhas pontuais em um trecho da capa asfáltica que passou por modernização recentemente.
As obras começam em julho, e a previsão é que o circuito volte a receber eventos a motor a partir de outubro. Para atividades de ciclismo, a liberação está prevista para setembro. Embora os problemas tenham sido detectados apenas em uma área específica, sem comprometer o funcionamento do circuito, o Governo de Goiás determinou que a empresa responsável pela obra realize, dentro da garantia contratual e sem custos adicionais ao Estado, a substituição completa da capa asfáltica da pista.
O objetivo é garantir a uniformidade do pavimento, preservar o padrão técnico do autódromo e evitar futuros problemas estruturais. O cronograma prevê duas semanas de fresagem, etapa destinada à remoção da capa asfáltica; uma semana para ensaios, análises e calibração; e quatro semanas para a execução da nova pavimentação, com conclusão prevista para agosto. Em seguida, serão necessárias oito semanas para a cura do asfalto.
Reconstrução do asfalto
A Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), responsável pela fiscalização das intervenções, classifica a ação como um protocolo de manutenção emergencial. “Vamos substituir 100% da capa asfáltica para que não haja risco de uma nova desagregação. Em breve, teremos uma pista renovada, com resultado de excelência, garantindo eficiência e desempenho máximos”, afirmou a presidente da Goinfra, Eliane Simonini.
A empresa responsável pelo serviço é a mesma que atua nas obras de asfaltamento do Autódromo de Interlagos, em São Paulo, palco do Grande Prêmio de São Paulo de Fórmula 1. A nova intervenção no circuito goiano reforça o compromisso da gestão estadual com a manutenção da qualidade da pista, que reúne condições para sediar competições internacionais, como a MotoGP.
O secretário de Estado de Esporte e Lazer, Welington Peixoto, ressaltou que, apesar de o problema ter sido identificado em apenas um trecho, o governo optou pela substituição total do pavimento. “Preocupado com a qualidade da estrutura, o governo reafirmou seu compromisso com o autódromo e exigiu que toda a pista fosse recapeada”, declarou.

O subsecretário de Governança da Secretaria-Geral de Governo, Rudson Guerra, destacou que a medida representa um cuidado adicional com o equipamento esportivo, que recebeu avaliações positivas após sediar eventos nos últimos meses. “Temos hoje um autódromo com asfalto de alto padrão. A pista está em pleno funcionamento, mas o governo decidiu solicitar o cumprimento da garantia e a substituição integral da capa asfáltica em respeito à qualidade que o goiano merece”, afirmou.
A partir de setembro, durante o período de cura do novo pavimento, o autódromo será reaberto para atividades como corrida de rua e ciclismo, modalidades que não exigem o prazo completo de estabilização do asfalto. As competições previstas entre junho e setembro serão remarcadas. A medida busca assegurar que o autódromo permaneça apto a receber eventos nacionais e internacionais dentro dos padrões exigidos de segurança e desempenho.
Modernização e investimentos
No último ano, o Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna passou por ampla modernização e recebeu tecnologias voltadas à motovelocidade e ao automobilismo. O Governo de Goiás investiu R$ 250 milhões na atualização da estrutura, colocando o circuito entre os mais modernos da América Latina. A reabertura da pista ocorreu em março, durante o Grande Prêmio do Brasil de MotoGP. Para sediar o evento, o circuito recebeu a homologação Grau A da Federação Internacional de Motociclismo, o mais alto nível concedido pela entidade. Atualmente, é o único autódromo brasileiro com essa certificação.
Além disso, o Governo de Goiás firmou parceria com a Dorna Sports e com a Brasil Motorsport, garantindo a realização de etapas da MotoGP em Goiânia até 2030. Segundo estudo da Fundação Getulio Vargas, a realização da MotoGP em Goiânia movimentou R$ 1,14 bilhão na economia goiana.
Recentemente, o autódromo recebeu etapas da Stock Car Pro Series, da Moto1000 GP e da categoria Marcas e Pilotos. O circuito também recebeu avaliações positivas de competidores. “O automobilismo ganha com um autódromo como esse. Goiânia é um lugar onde os pilotos gostam de correr”, afirmou o ex-piloto de Fórmula 1 Felipe Massa durante participação na Stock Car, em maio.
















