Fim das tarifas e importados mais baratos: como o acordo do Mercosul com a UE afeta o consumidor

Tratado comercial deve ser assinado em na próxima sexta-feira (17) e promete ampliar comércio, investimentos e acesso a produtos mais baratos
acordo UE - Mercosul
Imagem: CHUTTERSNAP/Unsplash
acordo UE - Mercosul
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O acordo de livre comércio entre o Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai e a União Europeia (UE) avançou em um marco decisivo ao ser aprovado pelo Conselho da UE, abrindo caminho para a assinatura prevista para a próxima sexta (17), em Assunção, no Paraguai, e para a ratificação nos parlamentos dos países envolvidos. A iniciativa promete estabelecer uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com cerca de 700 milhões de consumidores, e pode trazer efeitos significativos para a economia e para o bolso dos brasileiros ao longo dos próximos anos.

O tratado prevê a eliminação gradual de tarifas alfandegárias sobre a maior parte das mercadorias comercializadas entre os dois blocos, com o Mercosul reduzindo tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos e a UE eliminando tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos. Essa abertura comercial deve ampliar o acesso de produtos brasileiros ao mercado europeu e favorecer setores como agronegócio, indústria e serviços, criando também um ambiente mais previsível para investimentos e comércio bilateral.

Queijos, vinhos e mais

Para o consumidor brasileiro, a expectativa é de que a redução de tarifas possa, no longo prazo, diminuir os preços de produtos importados, como queijos, vinhos, azeites e chocolates, além de ampliar a oferta de bens diversos com maior concorrência no mercado interno. Contudo, especialistas alertam que a efetividade desses efeitos dependerá da implementação gradual do acordo e da adaptação dos setores produtivos nacionais às novas condições de competição global.

Apesar das perspectivas positivas, o acordo também enfrenta críticas e resistência, especialmente de agricultores europeus e ambientalistas, que expressam preocupação com a competição nos setores agrícolas e possíveis impactos ambientais. Além disso, o texto ainda precisa ser aprovado formalmente pelo Parlamento Europeu e pelos congressos nacionais dos países do Mercosul antes de entrar em vigor, o que pode estender o cronograma e adicionar etapas técnicas ao processo.

Com informações da Agência Brasil

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