Dolly Parton, uma das artistas mais influentes da história da música country, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A morte foi anunciada por seu sobrinho e integrante da equipe de segurança, Bryan Seaver, em um vídeo publicado nas redes sociais em nome da família Parton e Owens. A causa da morte não havia sido divulgada até a publicação desta matéria, Nascida Dolly Rebecca Parton em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, a artista construiu uma carreira que atravessou mais de seis décadas.
Cantora, compositora, atriz, empresária e filantropa, ela se tornou um dos rostos mais reconhecidos da cultura popular americana, levando a música country a públicos de diferentes gerações e países.Sua discografia reúne alguns dos maiores clássicos do gênero, entre eles Jolene, 9 to 5, Coat of Many Colors e I Will Always Love You. A última ganhou projeção ainda maior após a interpretação de Whitney Houston para o filme O Guarda-Costas, consolidando a composição de Parton como um dos grandes sucessos da música popular.
Parton lançou seu primeiro álbum, Hello, I’m Dolly, em 1967, depois de começar a ganhar espaço como compositora. Ao longo da carreira, acumulou 11 prêmios Grammy e integrou o Country Music Hall of Fame e o Rock and Roll Hall of Fame, além de receber outras importantes distinções da indústria do entretenimento.
A artista também construiu uma trajetória expressiva no cinema. Entre seus trabalhos mais conhecidos estão os filmes 9 to 5 e The Best Little Whorehouse in Texas, produções que renderam a Parton indicações ao Globo de Ouro como melhor atriz. Sua atuação ampliou uma carreira que nunca ficou restrita à música. Filha de uma família pobre dos Apalaches e uma entre 12 irmãos, Dolly Parton frequentemente associava suas origens à construção de sua identidade artística. Essa relação também influenciou parte importante de sua atuação social, especialmente no campo da educação e da leitura.
Legado além do palco
Ao longo de mais de três décadas, Parton transformou a alfabetização infantil em uma de suas principais causas. Por meio da Imagination Library, programa criado por sua fundação, milhões de livros foram distribuídos gratuitamente para crianças, em uma iniciativa inspirada, entre outros fatores, pela experiência de seu pai, que não sabia ler.
A artista também participou de iniciativas de ajuda humanitária e recuperação de comunidades atingidas por desastres. Entre outras ações, realizou doações para pesquisas e projetos sociais, consolidando uma imagem pública que combinava o alcance de sua carreira com um forte vínculo com causas comunitárias.
Nos últimos meses, Dolly Parton havia enfrentado problemas de saúde e cancelado compromissos, incluindo uma residência de shows em Las Vegas. Ainda assim, continuava envolvida em novos projetos, como um musical da Broadway e iniciativas empresariais ligadas à sua trajetória e ao universo cultural que construiu ao longo da vida.
Seu marido, Carl Dean, com quem foi casada por quase seis décadas, morreu em março de 2025, aos 82 anos. Poucos dias depois, Parton lançou “If You Hadn’t Been There”, canção dedicada à história do casal. Com sua morte, a música perde uma artista cuja obra ultrapassou as fronteiras do country. Entre canções, filmes, projetos sociais e uma personalidade que se tornou reconhecida mundialmente, Dolly Parton deixa um legado que ajudou a redefinir o alcance da música popular americana.
















