A Moschino anunciou a saída de Adrian Appiolaza do cargo de diretor criativo da marca. O designer argentino esteve à frente da criação da grife italiana desde janeiro de 2024 e deixa o posto após dois anos e meio.
Em comunicado, o Grupo Aeffe, controlador da Moschino, informou que o nome do sucessor será divulgado futuramente. A despedida ocorre em um momento de reestruturação da empresa, que também controla marcas como Alberta Ferretti e Pollini.
Segundo a companhia, a mudança faz parte de um processo mais amplo de reorganização interna, iniciado recentemente com a nomeação de Riccardo Bagolin como diretor-geral. “Gostaria de agradecer a Adrian Appiolaza por sua importante contribuição para o desenvolvimento da Moschino nos últimos dois anos e desejar-lhe todo o sucesso em seus futuros projetos profissionais”, afirmou Massimo Ferretti, presidente executivo do Grupo Aeffe.
Appiolaza assumiu a direção criativa da Moschino em janeiro de 2024, após a morte repentina de Davide Renne, que havia sido escolhido para suceder Jeremy Scott. Renne faleceu aos 46 anos apenas dez dias depois de assumir o cargo.
Antes de chegar à Moschino, o estilista argentino construiu uma trajetória em algumas das principais casas de moda da Europa. Trabalhou durante uma década na Loewe como diretor de design de prêt-à-porter e passou por marcas como Chloé, Louis Vuitton e Miu Miu.
Em sua despedida, Appiolaza agradeceu à equipe e à empresa pela oportunidade. “Tive a oportunidade extraordinária de expressar minha criatividade para uma importante marca italiana com um patrimônio criativo extraordinário como a Moschino”, afirmou.
Irreverência e sofisticação
Durante sua passagem pela marca, Appiolaza buscou equilibrar o humor característico da Moschino com uma abordagem mais refinada. Suas coleções mantiveram a irreverência que consagrou a grife fundada por Franco Moschino, mas incorporaram elementos mais discretos e comerciais.
A estratégia tinha como objetivo ampliar o alcance da marca sem abandonar sua identidade criativa. Nas últimas temporadas, o estilista apresentou coleções que combinaram alfaiataria, referências pop e elementos lúdicos, uma fórmula que foi descrita por parte da crítica especializada como uma visão “excêntrica, mas real” para a Moschino.
A saída de Appiolaza acontece em um período desafiador para o Grupo Aeffe. A companhia registrou queda nas receitas nos últimos anos e vem implementando medidas para recuperar o desempenho financeiro e fortalecer suas marcas.
Nos bastidores da indústria, circulam especulações de que os designers Loris Messina e Simone Rizzo, fundadores da marca milanesa Sunnei, possam assumir a direção criativa da Moschino. Até o momento, porém, a empresa não confirmou oficialmente a informação.
A mudança marca mais um capítulo na recente trajetória da grife italiana, que nos últimos anos passou por diferentes lideranças criativas enquanto busca redefinir seu posicionamento em um mercado de luxo cada vez mais competitivo.
















