A Orquestra Filarmônica de Goiás abre a Temporada 2026 nesta sexta-feira (27), às 20h, no Teatro Escola Basileu França, no setor Leste Universitário, em Goiânia. Com entrada gratuita e sem necessidade de retirada antecipada de ingressos, o concerto inaugura o tema Natureza e Sons, que norteará as apresentações ao longo do ano.
Sob regência de Neil Thomson, a temporada propõe uma imersão na vitalidade da natureza e em como ela inspirou compositores de diferentes gerações e escolas musicais. Segundo o maestro, a proposta é oferecer ao público uma visão panorâmica da presença do meio ambiente na música, ressaltando sua força simbólica e sua relação com a experiência humana.
Natureza e identidade
A noite começa com No reino da natureza, de Antonín Dvořák, composta em 1891. Inspirado pelas paisagens campestres e pelos cantos montanheses de sua terra natal, Morávia, o compositor constrói uma obra marcada pelo lirismo e pela contemplação da vida natural.
Na sequência, o público aco
mpanha a estreia de O Cântico da Natureza, do violinista e compositor Freddy Portilho, integrante da própria orquestra. A obra dialoga com a poesia de Cora Coralina, com as modinhas goianas e com a paisagem do Cerrado, valorizando referências culturais do estado.
O concerto se encerra com a Sinfonia nº 4, A Inextinguível, de Carl Nielsen. Escrita durante a I Guerra Mundial, a peça reflete sobre o espírito da vida e suas manifestações, destacando o embate sonoro entre dois conjuntos de tímpanos ao longo de cerca de 34 minutos de execução ininterrupta.
Reconhecimento internacional
Reconhecida como um dos principais grupos orquestrais da América Latina, a Orquestra Filarmônica de Goiás já recebeu elogios da revista inglesa Gramophone, referência mundial em música clássica. O grupo é vinculado à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação por meio da Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, gerida pelo Centro de Educação, Trabalho e Tecnologia (CETT) da Universidade Federal de Goiás (UFG).














