O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (03) um ataque em larga escala à Venezuela. Em manifestação nas redes sociais, ele afirmou que houve sucesso e o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados e retirados do país. 
Em entrevista breve ao The New York Times, Trump classificou a operação como “brilhante” e elogiou o planejamento e a atuação das tropas. “Foi tudo muito bem planejado, com tropas e pessoas excelentes”, afirmou. “De fato, foi uma operação brilhante.”
Explosões foram registradas durante a madrugada em diferentes regiões da Venezuela, inclusive na capital, Caracas. O regime de Nicolás Maduro decretou estado de emergência, acusou os Estados Unidos de “agressão militar” e atribuiu os ataques ao governo de Donald Trump. Em nota oficial, o governo venezuelano convocou a população a reagir e afirmou que Washington pode lançar a América Latina ao caos ao promover um ato classificado como “extremamente grave”. “Todo o país deve se mobilizar para derrotar essa agressão imperialista”, declarou o regime.
Mísseis e foguetes
As autoridades confirmaram ataques em Caracas e nos estados de Miranda, La Guaira e Aragua. A vice-presidente Delcy Rodríguez afirmou que o governo não tem informações sobre o paradeiro de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, e exigiu, em pronunciamento à emissora estatal VTV, “prova de vida imediata” por parte do governo dos Estados Unidos.
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, declarou que ataques atribuídos aos Estados Unidos atingiram áreas urbanas em diferentes regiões do país, com o uso de mísseis e foguetes lançados por helicópteros de combate. Ele afirmou ainda que a Venezuela resistirá a qualquer presença de tropas estrangeiras em seu território. Segundo o ministro, o governo segue reunindo informações para apurar o número de mortos e feridos. Em Caracas, a instalação militar do Forte Tiuna foi um dos alvos atingidos.
Tensão entre Eua e Venezuela
A relação entre Estados Unidos e Venezuela vinha se deteriorando nas últimas semanas. Na sexta-feira, 26, Trump confirmou que forças americanas realizaram um ataque no país “na área do cais onde carregam os barcos com drogas”. A ação marcou a primeira operação direta dos EUA em solo venezuelano e, de acordo com o The New York Times, foi conduzida pela CIA, a agência de inteligência norte-americana.
Em publicação nas redes sociais, o senador Mike Lee, de Utah, afirmou que Rubio confirmou a prisão de Maduro por agentes americanos para responder a acusações criminais nos Estados Unidos. Segundo ele, a operação militar realizada durante a noite teve como objetivo garantir a execução do mandado de prisão e proteger as equipes envolvidas na ação. O senador republicano que afirma ter conversado com o secretário de Estado americano, Marco Rubio. De acordo com o parlamentar, a ofensiva dos EUA na Venezuela foi concluída e não há previsão de novas ações agora que Maduro está sob custódia. As informações foram divulgadas pela rede americana CNN.
Com informações da Agência Brasil














