14 filmes indicados ao Oscar: uma coisa em comum

Artistas digitais devotaram dias e anos por trás das cenas para criar a mágica dos filmes vista em muitas das produções indicadas ao Oscar deste ano. Nas categorias de Melhores Efeitos Visuais e Melhor Animação (Filme e Curta-Metragem), em particular, muitos artistas contaram com o mesmo conjunto de ferramentas — o software de criação de entretenimento digital.
“Ótimos filmes dependem de uma ótima narrativa e nossa tecnologia é projetada para possibilitar a visão artística”, afirma Marc Petit, Vice-Presidente Sênior de Mídia e Entretenimento da Autodesk. “Parabenizamos as equipes de artistas com talentos diversos da América do Norte, Nova Zelândia, Europa e Ásia, e estamos orgulhosos do papel desempenhado pelo software da Autodesk ao auxiliá-las a criar esses filmes extraordinários.”
Melhores efeitos visuais
  • “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2” — Os estúdios de efeitos visuais (VFX) do Reino Unido Double Negative, MPC e Framestore usaram o software de animação e renderização em 3D Autodesk Maya para criar os efeitos visualmente extravagantes do episódio final da franquia Harry Potter. O Supervisor de VFX da Double Negative, David Vickery, afirmou: “O Maya tem sido o eixo central de nosso canal de processamento desde 'O Cálice de Fogo'. Nesse filme, o Maya nos ajudou a construir uma versão totalmente gerada em computador de Hogwarts em um ambiente 3D robusto, incluindo uma cadeia de montanhas espetacular e um dragão animado que solta fogo pelas ventas modelado digitalmente com o software Autodesk Mudbox.” O Supervisor de VFX do estúdio MPC, Greg Butler, acrescenta: “Desde o primeiro filme da série ‘Potter até a cena final deste filme, a MPC confiou no Maya para modelagem, rigging e iluminação.” Andy Kind, Supervisor de VFX do Framestore, diz: “Mais uma vez o Autodesk Maya foi nossa ferramenta essencial, permitindo que déssemos vida à mágica da Câmara Secreta para o primeiro beijo de Rony e Hermione, além da visão de Harry do Paraíso. Não conseguiríamos fazer nenhum dos 8 filmes sem ele!”
“Hugo” — O estúdio de VFX Pixomondo administrou uma equipe global de produção em 10 de suas 11 instalações da América do Norte, Europa e Ásia para esta rica remontagem de Paris nos anos 1930. A equipe do mundo todo trabalhou por mais de um ano usando um canal de processamento de produção composto pelo Maya e pelo Autodesk 3ds Max para animação, renderização, rigging de personagens e modelagem; além do Autodesk MotionBuilder, para captura de movimentos e animação. O Supervisor de VFX Ben Grossmann diz: “A interoperabilidade das ferramentas da Autodesk nos ajudou a cumprir os prazos apertados e trazer a visão mágica de Martin Scorsese às telas do cinema.”
“Gigantes de Aço” — A produtora de efeitos visuais Digital Domain, os especialistas em captura de movimentos Giant Studios e os inovadores em produção virtual Technoprops completaram “Gigantes de Aço” dentro de um cronograma de produção com eficiência impressionante de 71 dias. A estreita colaboração entre as três empresas e o conjunto de ferramentas da Autodesk ajudaram a criar esse filme de ação realista e eletrizantes, com um relacionamento crível e cativante entre um robô e um humano. Diz o Supervisor de VFX Erik Nash: “A interoperabilidade em tempo real do Maya e do MotionBuilder no set permitiu uma tremenda liberdade de criação para toda a equipe de produção.”
“Planeta dos Macacos – A Origem” — César, o chimpanzé gerado por computador com atuação de Andy Serkis, é um marco criativo para a Weta Digital, da Nova Zelândia. A Weta usou o Maya e o MotionBuilder como o núcleo de seus canais de processamento de produção criativa para essa inovação em efeitos visuais e captura de atuação. Sebastian Sylwan, Diretor de Tecnologia da Weta, afirmou: “A criação de um personagem de computação gráfica crível e realista como César necessitou que proporcionássemos a nossos artistas as ferramentas corretas e a tecnologia inovadora que os permitisse repetir e expressar sua criatividade. Desenvolvemos nosso próprio software para aperfeiçoar a captura de atuação, cabelos, olhos e músculos, entre outros itens, usando o Maya e o MotionBuilder como backbone.” O Image Engine, do Canadá, contribuiu com a pré-visualização para o filme e também usou um canal de processamento com base no Maya.
“Transformers: Dark Side of the Moon” — Os extraordinariamente detalhados robôs de Transformers contêm até 50.000 milhões de polígonos renderizados em 3D estereoscópico pelos grandes estúdios de efeitos visuais Industrial Light & Magic (ILM), com estúdios em São Francisco e Cingapura, e a Digital Domain. A ILM usou as seguintes ferramentas de software DEC da Autodesk em seu canal de processamento: 3ds Max para o trabalho do ambiente digital; Autodesk Flame como parte de seu sistema de composição próprio de alta velocidade SABRE; e Maya, como a ferramenta central para animação, rigging e layout. Scott Farrar, supervisor de efeitos visuais de‘Transformers: Dark Side of the Moon', diz: “À medida que a complexidade do trabalho de efeitos continua a aumentar, é mais importante do que nunca que nossos artistas tenham acesso às melhores ferramentas, e, usando o software de criação de entretenimento digital da Autodesk, a ILM é capaz de continuar a criar efeitos visuais inovadores.”
Melhor Filme de Animação
  • “Kung Fu Panda 2” e “O Gato de Botas” — Ambos os filmes não somente deram à Dreamworks Animation (DWA) a indicação ao Oscar de melhor filme de animação, mas também foram dois dos três filmes de animação de maior bilheteria de 2011.* A DWA continua a impulsionar criativamente a tecnologia para imbuir os personagens animados com personalidades marcantes, e ambos os filmes usaram o Maya. Phil McNally, Supervisor de Estereoscopia em ambos os filmes, afirmou: “Por nós mesmos ou em conjunto com a Autodesk, podemos desenvolver ferramentas no Maya para tratar especificamente dos desafios do 3D estereoscópico. O Maya nos dá a flexibilidade intuitiva ou a capacidade de ver o que estamos fazendo — enquanto estamos fazendo — em 3D.”
“Rango” – “Rango”, a história da busca de um lagarto esquisito por sua identidade, foi o primeiro filme de animação da ILM. O filme apresentou alguns desafios técnicos e criativos assustadores: somente a face de Rango exigiu mais de 300 controladores para obter a gama de desempenho necessária nas 1.100 cenas em que ele aparece. Além disso, Rango era apenas um dos bem mais de 100 personagens do filme. “Todos esses personagens tinham alguma combinação de escamas, penas ou pelo e todos usavam roupas. Esforçamo-nos apara criar um mundo bastante tátil para Rango”, diz Hal Hickel, da ILM, diretor de animação do filme. “Queríamos criar a ilusão de que se pudéssemos tocar os objetos na tela, saberíamos exatamente qual seria a sensação deles, portanto, era muito importante que nosso software nos permitisse mostrar o máximo possível de detalhes em cada fase do processo. Isso nos permitiu garantir que as atuações aparecessem na tela. O Maya foi ótimo em nos deixar fazer isso.”
Outras Categorias
· “The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore” — indicado a melhor animação em curta-metragem — O Moonbot Studios, de Louisiana, usou o Maya para criar esse filme alegórico comovente e bem-humorado.
· “Millennium – Os Homens que Não Amavam as Mulheres” — indicado a cinco prêmios — A Digital Domain criou dublês digitais, pinturas opacas, animação e extensões de cenários usando o Maya e o 3ds Max. O Method Studios contribuiu com 101 cenas de VFX, inclusive com uma sequência em trem gerada inteiramente em computador por uma paisagem coberta de neve usando os programas Maya, Flame e Autodesk Flare. O Blur Studios criou a maravilhosa sequência inicial usando uma combinação de 3ds Max para animação e Autodesk Softimage para keyframing.
· “La Luna” — indicado a melhor animação de curta-metragem — A Pixar usou o Maya e o Renderman, da própria Pixar, para criar essa história mística de maturidade.
· “Os Muppets” — indicado para canção original — A LOOK Effects usou uma combinação dos programas Flame, Flare e Maya para dar vida a esses adorados personagens nesse grande sucesso.
· “A Árvore da Vida” — indicado a três prêmios, incluindo melhor filme — A Method Studios usou o Maya para criar a sequência 4K (4096 × 3112 pixels por quadro) inteiramente gerada em computador para a seção “microbiana” do filme, que funciona com eficácia junto a abordagens práticas e de técnicas mistas. O EVP da Method, Dan Glass, foi também o supervisor sênior geral de efeitos visuais. A Prime Focus usou o Maya, o 3ds Max e o Mudbox para criar as sequências maravilhosamente realistas dos dinossauros, dedicando uma equipe de 50 artistas para chegar à visão de Terrence Malick dessas cenas.
· “Cavalo de Guerra” — indicado a seis prêmios, incluindo melhor filme — A Framestore, do Reino Unido, usou o Maya para criar o dublê digital equino, a integração de VFX com arame farpado, ambientes digitais e limpeza das 200 cenas do drama épico de Steven Spielberg. The Third Floor, com sede em Hollywood e Londres, também pré-visualizou sequências chaves usando um conjunto de ferramentas que incluía o Maya.

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