A SP-Arte 2026 acontece entre os dias 9 e 12 de abril, no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, em São Paulo, reunindo galerias, artistas e designers de todo o Brasil na 22ª edição da maior feira de arte moderna e contemporânea da América Latina. O evento celebra os dez anos da inclusão do design em sua programação e reforça seu papel como principal eixo do mercado de artes visuais na região.
A fundadora da feira, Fernanda Feitosa, destacou, em entrevista para a Band News, a renovação constante do evento, que se traduz na diversidade de propostas e na energia criativa apresentada a cada edição. Segundo ela, a vitalidade da SP-Arte está justamente na capacidade de reunir diferentes gerações e linguagens em um mesmo espaço, promovendo um panorama amplo da produção artística contemporânea.
Um dos principais destaques deste ano é o setor de design, que ocupa um andar inteiro do pavilhão e triplicou de tamanho desde sua criação. A edição de 2026 marca uma década dessa expansão e apresenta o espaço Design Now, dedicado a dez profissionais com até dez anos de carreira, muitos deles com trajetória iniciada na própria feira.
A produção brasileira de design, hoje entre as mais comentadas no cenário internacional, ganha visibilidade em um ambiente que estimula tanto o colecionismo quanto a reflexão sobre processos criativos e inovação.
Panorama da arte brasileira
Apesar do nome remeter à capital paulista, a SP-Arte consolida-se como um evento de alcance nacional. A feira reúne obras de nomes históricos como Alfredo Volpi, Cândido Portinari e Tarsila do Amaral, ao lado de artistas contemporâneos e jovens talentos de diversas regiões do país.
Essa convivência entre diferentes tempos e linguagens cria um diálogo contínuo entre tradição e experimentação, permitindo ao público compreender a evolução da arte brasileira em múltiplas perspectivas.
A programação também inclui uma série de conversas gratuitas com artistas, curadores e pensadores. Entre os participantes estão o músico Fausto Fawcett e a artista Vivian Caccuri, em encontros que ampliam o debate sobre arte, cultura e processos criativos.
A feira acontece em um momento de crescente projeção internacional da arte brasileira. Artistas como Ayrson Heráclito, confirmado na próxima Bienal de Veneza, reforçam essa presença global.
Destaques internacionais
Desde a primeira edição, a SP-Arte se consolida como uma feira de alcance internacional, atraindo galerias estrangeiras e fortalecendo conexões entre diferentes mercados e circuitos artísticos.
Na edição de 2026, essa vocação se evidencia na presença de espaços como a Galería Sur, do Uruguai, a londrina Lamb e as sul-americanas Salar, da Bolívia, e Casa Zirio, da Colômbia. A RGR amplia o diálogo com o México, enquanto Piero Atchugarry e David Peter Francis reforçam a ponte com os Estados Unidos.
No eixo transatlântico, a Continua — com sedes na Europa, Ásia e América Latina — evidencia o alcance global da feira. Também integram esse circuito internacional a Baró, da Espanha; a Orma, da Itália; e a Emmanuelle G., com atuação entre França, Bélgica e Estados Unidos.
A programação inclui ainda galerias de outros importantes polos da arte contemporânea, como a Crisis, do Peru; as argentinas Pasto e Ruth Benzacar; e as portuguesas Foco e Kubik, ampliando a diversidade geográfica e estética da feira.
Entre as estreias, a galeria Simões de Assis apresenta, pela primeira vez no Brasil, obras da artista norte-americana Mary Weatherford, conhecida por sua produção no campo da abstração contemporânea e por integrar acervos de instituições como o MoMA e a Tate Modern.
O evento também amplia seu impacto para além do pavilhão, articulando uma rede de galerias e exposições pela cidade de São Paulo, o que transforma a feira em um circuito expandido de arte.
Presença goiana
Goiás marca presença na feira com a Cerrado Galeria, que apresenta a exposição Imaginar tempos, com curadoria de Divino Sobral. A mostra propõe uma reflexão sobre as diferentes percepções do tempo no processo criativo, inspirada na ideia de duração do filósofo Henri Bergson.
Organizada em atos, a exposição reúne artistas como Siron Franco, Alice Lara, Dalton Paula, Diego Bresani, Elder Rocha, Éder Oliveira, Estêvão Parreiras, Fábio Baroli, Genor Sales, Helô Sanvoy, Isadora Almeida, Jaider Esbell, José Bento, José Roberto Bassul, Lina Cruvinel, Nuno Ramos, Rebeca Miguel, Renato Rios, Siron Franco, Talles Lopes, Virgílio Neto e Walter Pimentel.
A proposta curatorial aposta na dissolução das fronteiras entre passado, presente e futuro, compreendendo o tempo como uma experiência contínua e sobreposta. Nesse contexto, o ato de imaginar surge como um exercício de liberdade criativa, próximo ao universo do sonho e da ficção.
A participação da galeria reforça a relevância da produção artística do Centro-Oeste no cenário nacional, ampliando sua visibilidade em um dos principais eventos do setor.
Serviço: SP-Arte 2026
Data: 9 a 12 de abril
Horário: das 12h às 20h (no dia 12, das 11h às 19h)
Local: Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera – São Paulo (SP)
Ingressos: R$ 120 (inteira) e R$ 60 (meia-entrada)













