A cerca de 25 quilômetros de Bariloche, dentro do Parque Nacional Nahuel Huapi, Puerto Blest funciona como porto e ponto de partida para algumas das rotas mais conhecidas da Patagônia argentina. O acesso é feito principalmente por navegação pelo lago Nahuel Huapi, a partir do Puerto Pañuelo.
O trajeto de barco, que leva aproximadamente uma hora, já antecipa a paisagem que define o lugar: floresta andino-patagônica, montanhas cobertas por vegetação nativa e águas de tom verde-esmeralda. Em vez de um polo urbano ou de grande circulação, Puerto Blest mantém um perfil de visitação controlada, com atividades concentradas no contato direto com o ambiente natural.
Há passeios de ida e volta no mesmo dia, mas também é possível se hospedar na área. O Hotel Puerto Blest, único da região, tem 15 quartos e conta com piscina aquecida e restaurante. Quando o último barco retorna a Bariloche, o entorno permanece praticamente isolado, o que muda o ritmo da experiência. A partir do hotel, uma trilha leva pela baía até as escadas da cachoeira Los Cántaros, em meio à floresta úmida valdiviana e a encostas cercadas por montanhas.
No local, os visitantes encontram a escadaria de 734 degraus, que conduz a diferentes pontos de observação da queda d’água. Mirantes ao longo do percurso permitem pausas e vistas do lago, tornando a subida progressiva. Em períodos mais frios, a cachoeira pode estar parcialmente congelada, o que exige atenção ao piso.
Puerto Blest também integra uma das rotas mais conhecidas da região, o Cruzamento Andino. A partir dali, é possível seguir em navegação pelo Lago Frías, cujas águas verdes têm origem em geleiras do Cerro Tronador. Quem continua a viagem cruza a fronteira e segue até Puerto Varas, no Chile, pela travessia dos Andes. Tanto o passeio até Puerto Blest quanto a navegação no Lago Frías são operados pela empresa Turisur.


















