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Premiado longa “Solange” chega ao Cine Cultura, em Goiânia, para sessão especial gratuita

O longa-metragem já acumula seis prêmios e passagens por diversos festivais, entre eles a Mostra de Tiradentes e o New York African Film Festival. A sessão conta com a presença do diretor para debate
Solange
Cena do longa-metragem “Solange”, produção paranaense que aborda temas como memória, pertencimento e reencontros (Foto: Cena do longa-metragem “Solange”, produção paranaense que aborda temas como memória, pertencimento e reencontros)
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Cena do longa-metragem “Solange”, produção paranaense que aborda temas como memória, pertencimento e reencontros (Foto: Cena do longa-metragem “Solange”, produção paranaense que aborda temas como memória, pertencimento e reencontros)

O Cine Cultura, em Goiânia, recebe uma sessão especial e gratuita de “Solange”, longa-metragem paranaense que já circulou por festivais nacionais e internacionais e acumula seis prêmios. A exibição será realizada no dia 9 de setembro, às 19h30, no Cine Cultura, localizado na Praça Cívica. Após a sessão, o público poderá participar de um bate-papo com o diretor Tomás Osten, que divide a direção do filme com Nathália Tereza. A classificação indicativa é de 14 anos.

A trajetória da produção inclui estreia na Mostra Aurora, da Mostra de Cinema de Tiradentes, além de participações em festivais como o Olhar de Cinema, em Curitiba, e o New York African Film Festival, nos Estados Unidos. Além da circulação em mostras e festivais, “Solange” recebeu seis prêmios em três festivais brasileiros, incluindo os de Melhor Longa-Metragem, Melhor Atriz, Melhor Atuação e Prêmio Especial do Júri.

Filmado com equipe e elenco majoritariamente do Paraná, o longa acompanha uma mulher que retorna à cidade natal para recuperar caixas com objetos pessoais deixadas na casa de antigos amigos após uma mudança. O que inicialmente seria apenas uma tarefa prática se transforma em uma jornada de revisitação de memórias, afetos, relações e situações que permaneceram suspensas ao longo do tempo.

Mais do que narrar a trajetória da protagonista, a obra propõe uma reflexão sobre lembranças, vínculos afetivos e experiências pessoais, convidando o público a estabelecer conexões com a própria história. “Solange é um retrato, mas também um espelho. Buscamos propor sensações e não explicar motivações, para que, além da profundidade da personagem, o filme seja uma superfície onde cada pessoa possa ver a si mesma refletida. O que Solange guardou em suas caixas deixamos para que o público preencha com suas próprias memórias, relações e escolhas”, afirmam os diretores Nathália Tereza e Tomás Osten.

Debates após a exibição

Segundo os realizadores, a identificação do público com a narrativa tem marcado a trajetória do filme em diferentes cidades. Os debates realizados após as sessões costumam reunir relatos de espectadores que relacionam a experiência da personagem às próprias vivências, ampliando a discussão proposta pela obra.

Por isso, a programação em Goiânia inclui uma conversa com Tomás Osten, realizada logo após a exibição. “Nos debates após as sessões, foram recorrentes relatos de espectadores que compartilharam suas próprias histórias a partir da experiência de Solange. Isso mostra que, embora o filme tenha nascido em um contexto muito específico, ele continua despertando reflexões sobre pertencimento, isolamento, reencontros e a maneira como carregamos nossas memórias”, destacam os diretores.

Para Cássia Damasceno, que interpreta a protagonista e também assina o roteiro e a coprodução, a força da personagem está justamente na possibilidade de identificação com o público. “Acho que o espectador faz esse movimento junto com Solange. Quantas coisas vamos acumulando na vida e deixamos sem resolver? Ela retorna pensando que vai apenas buscar objetos, mas acaba revisitando emoções, fazendo escolhas e reencontrando partes de si mesma. Vejo esse percurso como um movimento de libertação.”

Circulação nacional

A passagem por Goiânia amplia a circulação do longa para outras regiões do país, levando as discussões sobre memória, pertencimento e reencontros a novos públicos.

De acordo com os diretores, cada exibição em uma cidade diferente fortalece o diálogo com os espectadores e amplia o alcance da produção, especialmente por se tratar de um filme independente aprovado pela Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Serviço: “Solange” – Filme Paranaense exibido no Cine Cultura, em Goiânia

Debate com o diretor
Data: 9 de setembro (quarta-feira)
Horário: 19h30
Local: Cine Cultura – Praça Cívica, Goiânia (GO)
Entrada: gratuita

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