Planejamento garante viagens seguras e tranquilas com pets

Foto: Freepik
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Com a chegada das férias de fim de ano, cresce o número de famílias que se organizam para viajar e incluir cães e gatos nos planos. Para que o período seja marcado pelo descanso, e não por imprevistos, o planejamento e a adoção de cuidados específicos antes, durante e após a viagem são fundamentais para garantir a saúde e o bem-estar dos pets.

Antes de qualquer deslocamento, é essencial avaliar se o animal está saudável e apto para a mudança de rotina. A orientação é agendar, com antecedência, uma consulta veterinária para avaliação clínica, atualização do calendário vacinal, vermifugação e uso de produtos contra pulgas e carrapatos. Essas medidas reduzem de forma significativa o risco de doenças de pele, parasitoses e enfermidades transmitidas por vetores.

Além dos cuidados com a saúde, o planejamento logístico tem papel decisivo. O tutor deve verificar as regras do meio de transporte escolhido, optar por hospedagens que aceitem animais e assegurar que o pet esteja adaptado aos acessórios que serão utilizados, como caixas de transporte, coleiras ou peitorais. A identificação também é indispensável. Microchip e plaquinhas com dados de contato facilitam a localização em caso de fuga.

Em viagens rodoviárias, é exigido atestado de saúde veterinário emitido até dez dias antes do embarque, além da carteira de vacinação atualizada, com destaque para a vacina antirrábica. No transporte aéreo, as exigências variam conforme a companhia, incluindo normas para caixas de transporte e formulários específicos. Já em deslocamentos internacionais, é obrigatório o Certificado Veterinário Internacional, emitido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, de acordo com as exigências sanitárias do país de destino.

Quando possível, o automóvel é considerado o meio mais confortável para trajetos longos, pois permite maior controle da temperatura e a realização de paradas regulares. A recomendação é interromper a viagem a cada duas ou três horas, permitindo que o pet se hidrate, se alongue e faça suas necessidades. Cães de pequeno porte e gatos devem ser transportados em caixas rígidas e ventiladas. Já cães de grande porte precisam utilizar cinto de segurança preso ao peitoral, nunca à coleira.

Durante o trajeto, a alimentação deve ser controlada. É indicado evitar refeições volumosas antes da saída e manter um jejum de aproximadamente quatro horas, o que ajuda a reduzir o risco de náuseas. A hidratação deve ser frequente, especialmente em dias quentes. Objetos familiares, como mantas e brinquedos, contribuem para o conforto emocional e ajudam a minimizar o estresse.

Ao chegar ao destino, o ambiente desconhecido pode apresentar riscos, como fugas, acidentes domésticos e exposição a agentes infecciosos. A orientação é supervisionar o pet nos primeiros momentos, manter a rotina alimentar, restringir o acesso a áreas perigosas e garantir locais adequados para descanso, com sombra e água fresca.

Em algumas situações, no entanto, a melhor decisão pode ser não levar o animal na viagem. Pets idosos, com doenças crônicas, muito ansiosos ou sensíveis a mudanças podem sofrer com o deslocamento. Viagens longas, destinos pouco adequados ou a ausência de estrutura apropriada também devem ser levados em consideração. Nesses casos, alternativas como pet sitters, familiares, hotéis especializados ou creches com supervisão adequada são opções seguras, desde que avaliadas previamente. (Dicas desenvolvidas por Katiani Silva Venturini, Coordenadora do Centro de Pesquisas da Special Dog Company).

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