A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Nike anunciaram, no último sábado (21), o novo uniforme principal da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo de 2026. A camisa amarela será utilizada já nos próximos amistosos da Data Fifa, contra França (26) e Croácia (31), marcando o início da preparação para o torneio.
O modelo mantém a identidade clássica da Seleção, com o tradicional amarelo vibrante, o escudo da CBF e o logotipo da Nike. Diferente do uniforme reserva azul, que traz o selo da linha Air Jordan, a versão principal aposta na simplicidade e na continuidade visual. A nova camisa simboliza a busca pelo hexacampeonato sob o comando do técnico Carlo Ancelotti, que lidera o ciclo até o Mundial. A campanha de lançamento, intitulada “Alegria que Apavora”, reúne nomes como Vinicius Júnior, do Real Madrid, e Estêvão, do Palmeiras.
Detalhes do design

Batizada de “camisa raiz”, a versão principal aposta no resgate histórico. O tom amarelo canário aparece mais suave em relação às edições recentes e faz referência direta ao uniforme utilizado na conquista do tricampeonato, em 1970. O design incorpora gráficos em relevo que reinterpretam a bandeira do Brasil a partir da ideia de movimento. A gola é redonda com recorte em “V” na cor verde, detalhe que também aparece nos punhos e na numeração, reforçando a paleta clássica da Seleção.
Já a camisa reserva marca uma mudança mais ousada. Pela primeira vez assinada pela Jordan Brand, a peça apresenta base em azul royal com padrões gráficos pretos no corpo e nas mangas. A inspiração vem do sapo-cururu-da-amazônia, com referência às manchas características do animal. O uniforme traz ainda detalhes em verde-água e amarelo nas laterais, além da inscrição “Vai Braa” na parte interna da gola. No aspecto técnico, o modelo utiliza o sistema Aero-FIT, desenvolvido pela Nike, que favorece ventilação e controle térmico durante o jogo.

A expressão “Brasa”, gíria popular usada como forma abreviada e informal de “Brasil”, foi incorporada ao novo uniforme da Seleção como parte de uma estratégia de aproximação com o público jovem e de atualização da linguagem da equipe. Popularizada nas redes sociais e na cultura urbana, a palavra já circula em transmissões esportiva.
Segundo a designer Rachel Denti, reflete algo natural para o torcedor e agora também presente no corpo dos jogadores. A iniciativa, no entanto, dividiu opiniões: enquanto parte do público vê a mudança como uma descaracterização da tradição da Seleção, outros defendem que o futebol deve acompanhar as transformações culturais e dialogar com novas gerações.
Após os amistosos contra França e Croácia, a Seleção Brasileira fará sua despedida em solo nacional no dia 31 de maio, contra o Panamá, no Maracanã. O último teste antes da Copa será no dia 6 de junho, diante do Egito, já nos Estados Unidos. O Brasil lidera o Grupo C da Copa do Mundo de 2026 e enfrentará Marrocos, Haiti e Escócia na fase inicial da competição.














