Morre Manoel Carlos, o escritor que marcou gerações na teledramaturgia brasileira

O autor de clássicos como Por Amor e Laços de Família, morreu aos 92 anos no Rio de Janeiro, deixando um legado marcante na teledramaturgia.
Manoel Carlos
Foto: Reprodução/TV Globo
Manoel Carlos
Foto: Reprodução/TV Globo

O Brasil se despede de Manoel Carlos Gonçalves de Almeida, um dos autores mais influentes da teledramaturgia brasileira, que morreu aos 92 anos no Rio de Janeiro neste sábado (10). A informação foi confirmada pela produtora Boa Palavra, administrada por sua família. Carlos, conhecido carinhosamente como Maneco, estava internado no Hospital Copa Star, em Copacabana, onde recebia tratamento médico especializado enquanto enfrentava complicações decorrentes da Doença de Parkinson.

Manoel Carlos construiu uma carreira que atravessou mais de seis décadas na televisão. Sua trajetória começou ainda jovem, nos anos 1950, atuando como ator, roteirista e diretor em emissoras como TV Tupi, Excelsior, Record e, especialmente, na TV Globo, onde passou a marcar época. Sua primeira novela como autor foi Maria, Maria (1978), e ao longo dos anos ele assinou títulos que se tornaram verdadeiros marcos da cultura popular brasileira, como Por Amor, Laços de Família, Mulheres Apaixonadas e Em Família.

O legado de Manoel Carlos se consolidou também pelo uso recorrente de personagens femininas fortes, em especial as protagonistas chamadas Helena, e pela ambientação de suas histórias no bairro do Leblon, no Rio de Janeiro — um cenário que se tornou quase um personagem das suas tramas. A abordagem sensível das relações familiares e dos conflitos humanos fez de suas novelas ícones que marcaram gerações de telespectadores em todo o país.

Diagnóstico de Parkinson foi tornado público em 2019 e, nos últimos anos, a progressão da doença afetou de forma significativa sua saúde física e cognitiva. A família divulgou que o velório será restrito à parentes e amigos próximos, e agradeceu as manifestações de apoio e carinho recebidas. Manoel Carlos deixa esposa, Elisabety Gonçalves de Almeida, e duas filhas: a atriz Júlia Almeida e a roteirista Maria Carolina. Seu legado na dramaturgia permanece vivo não apenas pelas tramas que emocionaram milhões, mas pela forma como humanizou a televisão brasileira.

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