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Naya Violeta nos envolve de axé na SPFW

A estilista goiana traz a figura de Irôko como centro de seu desfile
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Desfile de Naya Violeta na SPFW N5. - (Foto: Ketllyn Almeida/Senac)
Desfile de Naya Violeta na SPFW N53. – (Foto: Ketllyn Almeida/Senac)

A exibição de Naya Violeta na São Paulo Fashion Week N53 é integrante do calendário do Projeto Sankofa. A estilista goiana propõe uma moda “afroafetiva” e nessa edição mostra a coleção com o título “O Que Virá Amanhã”, o nome é dado à ambiguidade para que cada um sugira a própria interpretação a respeito da existência futura. Além disso, é centrada na figura de Irôko, o orixá-árvore por onde os deuses desceram à terra, a divindade-paciente.

Naya Violeta adota como perspectiva no elemento criativo das peças, o olhar pessoal e afetivo, assim como o caráter autobiográfico e narrativo. Desta vez, “invocando a força do tempo para nos cobrir de axé”, leva às passarelas um mix maior de estampas exclusivas e deixa entrever a influência de Abdias do Nascimento, principalmente por sua potência simbólica na formação identitária da cultura preta.

A ativista e apoiadora da marca, Preta Ferreira, comenta que “Acho que estamos vivendo o afro-futurismo. Quero dizer, ele não está lá na frente, esperando pra acontecer: o futuro é agora! E no maior evento de moda da América Latina, esses corpos pretos no fundo celebram o Brasil, mostram a nossa existência. É um presente para nós”

O que virá amanhã

As peças carregam camadas e sobreposições em fibras naturais, como linho e algodão, demarcando o recorte da estação outono/inverno num país tropical. Essa edição foi composta por 26 looks cheios de estampas exclusivas em produção de combinações invernais. São peças com recortes de bolsos, babados e elementos gráficos que acompanham a linha criativa do tema. Os adornos da coleção seguem assinados pela estilista Dani Guirra, parceira de Naya nos últimos trabalhos.

Sônia Guajajara na passarela de Naya Violeta. - (Foto: Jeniffer Silva/Senac/Divulgação )
Sônia Guajajara nos desperta para a importância do respeito e da luta por direitos dos povos originários. – (Foto: Jeniffer Silva/Senac/Divulgação )

A apresentadora Bela Gil, a poetisa Dona Jacira, as ativistas Carmem Silva e, em destaque portando um lenço com os dizeres “São Paulo, Terra Indígena”, que nos desperta para a importância do respeito e da luta por direitos dos povos originários, Sônia Guajajara; fizeram parte do casting no desfile. Da cena musical, ícones como Héloa, Harlley (Quebrada Queer), Max B.O., Aquelien e Isis Broken.

A trilha sonora contou com a presença especial e envolvente da já citada Héloa, num set exclusivo, embalando a coleção na passarela. “Me sinto imensamente feliz por essa comunhão entre o meu trabalho e o de Naya e de poder levar minhas canções e composições para a passarela da SPFW ao lado de um trabalho autoral tão rico que é o dela”, relata.

A cantora Héloa em sua performance. -(Foto: Eduardo Alumeie/Senac/Divulgação)
A cantora Héloa em sua performance. -(Foto: Eduardo Alumeie/Senac/Divulgação)