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MASP inaugura túnel subterrâneo com obra de Beatriz Milhazes

Passagem de 50 metros conecta os edifícios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi e facilita a circulação de visitantes, obras e equipes
(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação)

O Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP) inaugura nesta sexta-feira (11) uma passagem subterrânea de 50 metros que conecta os edifícios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi, na Avenida Paulista, em São Paulo. A estrutura foi criada para facilitar a circulação de visitantes e também o deslocamento de obras de arte, equipes técnicas e equipamentos entre os dois espaços que integram o complexo cultural.

Com cinco metros de largura e 2,5 metros de altura, o novo percurso elimina a necessidade de atravessar a Rua Professor Otávio Mendes para chegar ao edifício anexo. Além de tornar o deslocamento entre os prédios mais direto, a passagem passa a integrar a experiência de visita ao museu com uma intervenção artística permanente criada especialmente para o espaço.

A artista carioca Beatriz Milhazes assina Pietrolina, pintura inédita que se estende por cerca de 55 metros pelas superfícies do corredor. A obra reúne 33 cores e incorpora referências visuais aos arabescos, ornamentos e ao Carnaval, estabelecendo uma relação direta entre a linguagem da artista e a arquitetura do percurso subterrâneo.

Experiência artística

A intervenção transforma uma estrutura concebida para circulação em parte da experiência artística do complexo. O visitante que utiliza a passagem entre os edifícios também percorre uma obra pensada especificamente para aquele ambiente, ampliando a relação entre arquitetura, deslocamento e acervo.

A passagem subterrânea foi projetada para facilitar o acesso ao acervo do MASP, atualmente distribuído entre os dois edifícios. A conexão permite que o público transite entre os espaços sem precisar deixar o complexo para atravessar a via lateral, tornando o percurso mais simples e contínuo. A estrutura também atende às necessidades operacionais do museu. O novo trajeto permite o deslocamento mais seguro de obras de arte, equipes técnicas e equipamentos, reunindo em uma única intervenção uma solução para a circulação do público e para a logística cotidiana da instituição.

Com a nova conexão, o MASP reforça a integração entre os edifícios Lina Bo Bardi e Pietro Maria Bardi. A passagem subterrânea deixa de ser apenas uma infraestrutura de ligação e passa a fazer parte da própria experiência do museu, com a obra de Beatriz Milhazes incorporada permanentemente ao percurso.

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