Em setembro, Goiás registrou corrente comercial de US$ 1,45 bilhão, resultado da soma de US$ 1 bilhão em exportações e US$ 430,3 milhões em importações, com superávit comercial de US$ 588,4 milhões. Os dados constam na balança comercial do mês, divulgada em 15 de outubro pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg.
O volume de exportações acumulado no ano é o quarto maior registrado no período. No entanto, em comparação com setembro de 2025, as exportações recuaram 17,38%, enquanto as importações diminuíram 12,20%. Com isso, o saldo comercial apresentou queda de 20,80%. A posição de Goiás no ranking mensal dos estados exportadores caiu uma posição pelo segundo mês consecutivo. O estado passou a ocupar a 10ª colocação, respondendo por 3,2% das exportações brasileiras.
Entre os produtos exportados, estão a soja, com US$ 248,89 milhões, as carnes bovinas desossadas, com US$ 149,394 milhões, e as farinhas e os pellets de óleo de soja, com US$ 63,10 milhões.
Segundo a gerente de Internacionalização da Fieg, Juliana Tormin, os valores reforçam a importância das cadeias agroindustriais, especialmente dos segmentos associados à soja, às carnes e ao processamento de matérias-primas agrícolas. Ela também destaca a diversificação setorial como estratégia para reduzir a dependência de produtos sujeitos às oscilações dos preços internacionais e da demanda externa.
Nas importações, o enxofre a granel liderou a pauta, com US$ 39,406 milhões, seguido por produtos imunológicos, que somaram US$ 26,215 milhões, e caixas de marcha para veículos, com US$ 16,545 milhões.
Para Juliana, é necessário avançar no processamento de produtos com maior valor agregado. “Para manter o saldo positivo e subir no ranking dos Estados exportadores, é essencial que Goiás invista em inovação, tecnologia, produtividade industrial e na conquista de novos mercados internacionais”, afirma.
A China foi o principal destino das exportações goianas em setembro, com compras superiores a US$ 283,4 milhões. Em seguida, aparecem os Estados Unidos, com US$ 91,94 milhões, e os Países Baixos, com US$ 49,74 milhões.
Nas importações, a China também liderou entre os países fornecedores, com US$ 140,63 milhões, seguida pelos Estados Unidos, com US$ 76,92 milhões, e pela Índia, com US$ 33,34 milhões.

































