O Digo – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás chega à sua 12ª edição entre os dias 18 e 21 de junho com uma programação que ocupará simultaneamente Goiânia e Anápolis. Considerado o maior festival de cinema LGBTI+ do Centro-Oeste, o evento reúne mostras competitivas, exibições especiais, oficinas, espetáculos, debates, lançamentos literários e apresentações culturais que ampliam o diálogo sobre diversidade, representatividade e produção audiovisual contemporânea.
Neste ano, o festival aposta em formatos inovadores e no uso de novas tecnologias como um dos principais destaques da programação. Entre as novidades está a Mostra Digo Prompt, dedicada a produções desenvolvidas com inteligência artificial e filmes em formato vertical (9:16), linguagem cada vez mais presente nas plataformas digitais. A proposta reforça o caráter experimental do festival e sua vocação para acompanhar as transformações do audiovisual contemporâneo.
As atividades serão realizadas no Centro Audiovisual da Funai, no Cine Cultura e no Teatro Zabriskie, em Goiânia, além do Cine Prime, em Anápolis. Segundo o idealizador do festival, Cristiano Sousa, a expansão para duas cidades representa um marco para o evento e amplia o alcance das produções selecionadas. “Recebemos centenas de produções incríveis, incluindo uma safra robusta de longas-metragens que precisavam de tela. A ideia ganhou força e se tornou perfeitamente viável graças à parceria com o Cine Prime, em Anápolis, que nos garantiu uma infraestrutura de exibição com o máximo de qualidade técnica”, afirma.
Diversidade e inovação
A abertura do festival, no dia 18 de junho, contará com a Mostra Digo Prompt, seguida da exibição do longa-metragem O Brilho Que Você Tem, com a presença da equipe do filme. A noite será encerrada com a apresentação da quadrilha LGBTI+ Cores Juninas, que une tradição popular e celebração da diversidade.
Ao longo dos quatro dias, o público poderá acompanhar mostras dedicadas ao cinema goiano, nacional e internacional, com produções que abordam questões de gênero, identidade, direitos humanos, memória e afetividade. Também integram a programação debates sobre cinema indígena, circulação de produções LGBTI+ na América do Sul, influência das redes sociais e o papel dos criadores de conteúdo no enfrentamento ao conservadorismo. Outro destaque é a presença da atriz e performer Leandra Gitana, que apresenta o espetáculo Socorro em sessões realizadas entre os dias 19 e 21 de junho no Teatro Zabriskie.
A Mostra Digo Goiás, marcada para o dia 20 de junho, reúne produções realizadas no estado e promove encontros entre público e realizadores. O espaço busca valorizar a produção audiovisual local e fortalecer a circulação de obras que abordam diferentes perspectivas sobre diversidade e identidade. Além das sessões de cinema, o festival promove o lançamento do livro A Audácia dos Invertidos: Memória, Resistência e Cultura LGBTI+, do pesquisador Rodrigo Faour, e oferece uma oficina de dança Waacking, estilo fortemente ligado à cultura LGBTQIA+.
O encerramento acontece no dia 21 de junho com a exibição das mostras internacionais e a cerimônia de premiação dos filmes vencedores. A programação reúne produções da Espanha, Argentina, Chile e Peru, consolidando o caráter internacional do evento. Para Cristiano Sousa, a permanência do Digo ao longo de mais de uma década está diretamente ligada ao envolvimento do público e à construção de uma rede de apoio em torno do festival. “Precisamos que as pessoas ocupem as salas, construam uma comunidade e fortaleçam essa rede de apoio. O Digo só sobrevive à hipocrisia e ao conservadorismo estrutural porque se mantém vivo no afeto e na presença de quem acredita na diversidade”, destaca.
Serviço – 12º Digo – Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás
Data: 18 a 21 de junho de 2026
Locais: Goiânia – Centro Audiovisual Funai, Cine Cultura, Teatro Zabriskie e Anápolis – Cine Prime
Ingressos: Sympla
Classificação: 18 anos
Informações: @digofestival















