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Projeto Diálogos Contemporâneos traz palestras gratuitas com grandes nomes da literatura para o palco do Teatro Goiânia

Temas como a violência contra a mulher, fake news e negacionismo estão entre os assuntos dos encontros
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(Foto: Reprodução/cultura.go.gov.br)

Entre os dias 15 e 30 de novembro, o Projeto Diálogos Contemporâneos segue sua programação no Teatro Goiânia, trazendo à capital mais seis reconhecidos autores literários e pensadores brasileiros, que garantirão que o público se debruce sobre temas que na atualidade são debatidos em todas as instâncias.

Na segunda (15) e terça-feira (16), às 19h, os encontros serão, respectivamente, com Mary del Priore, historiadora, pós-doutora pela École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris e autora de mais de cinquenta livros de História do Brasil, e Fernando Morais, jornalista e escritor, que recebeu três vezes o Prêmio Esso e quatro vezes o Prêmio Abril de Jornalismo, e é autor, entre outros livros, de “Olga”, “Chatô, o Rei do Brasil”, “Corações Sujos”, “A Ilha” e “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”.

A exposição de cada escritor será seguida de debate e sessão para autografar seus livros. Além da abertura do teatro ao público, serão feitas transmissões ao vivo pelo YouTube do projeto. Os encontros contarão com interpretação em Libras e o Teatro Goiânia oferece estrutura acessível para pessoas com deficiência.

Para cada noite de encontro um tema será aprofundado pelo palestrante e seu mediador. Mary Del Priore falará sobre “A construção da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. Sua apresentação, na segunda-feira (15), será mediada pela professora Silvana Beline, doutora em Sociologia pela UNESP/Araraquara, com experiência na área de Direito e Sociologia, com ênfase em Relações de Gênero e Direito Civil.

Já na terça-feira (19), Fernando Morais apresentará questões sobre “Guerras culturais – corações e mentes em tempos de fake news, negacionismo e pós-verdade”. Para a mediação do debate teremos Rosy Cardoso, artista plástica e poetisa, autora de Iconografia Poética, membro da União Brasileira de Escritores, da Associação Goiana de Artes Visuais e Membro da Academia Internacional de Cultura.

Ingressos gratuitos

Os ingressos são gratuitos e serão distribuído na bilheteria do teatro, desde 60 minutos antes da abertura, obedecendo a ordem de chegada das pessoas ao teatro. Todas as normas de prevenção contra o Coronavírus serão seguidas conforme recomendações das autoridades sanitárias, por isso o uso de máscaras pelo público será obrigatório durante todo o evento.

O Projeto Literário Diálogos Contemporâneos, pela primeira vez em Goiânia, tem a realização da Associação Amigos do Cinema e da Cultura, com o apoio da Secretaria Especial da Cultura do Ministério do Turismo. O projeto conta com recursos de emenda parlamentar do Deputado Rubens Otoni e a organização da F2 Produção.

Mais diálogos, urgentes e necessários

Depois de Fabrício Carpinejar, Ignácio de Loyola Brandão, Sérgio Vaz e Xico Sá, nos próximos seis encontros com literatos consagrados, os temas continuam sendo aqueles que ocupam o pensamento contemporâneo, em tempos de guerras, polarizações políticas e pandemia.

Os próximos debates serão sobre violência contra a mulher, sobre guerras culturais em tempos de fake news e negacionismo, sobre empatia e solidariedade como antídotos contra a maldade e o preconceito, passando até mesmo pela espiritualidade, religiosidade e metafísica no Brasil contemporâneo, pelo envelhecimento e os espaços para quem não é mais jovem, e finalmente, sobre o futuro pós-pandemia.

A iniciativa é voltada para estudantes, intelectuais, artistas, trabalhadores da cultura, professores, jornalistas, gestores públicos, agentes de leitura, dentre outros; adolescentes, a partir de 14 anos, e adultos de todas as idades.

Por que dialogar sobre tais temas?

De acordo com Nilson Rodrigues, Diretor Geral do projeto, é muito interessante podermos acessar as percepções e perspectivas dos escritores convidados para interpretar o momento em que vivemos e entender como o Brasil foi e é construído, visto e interpretado: “olhares que vão desde a tradição e a herança africana em nossa literatura, perpassando pela graça e o humor com que sempre nos enxergamos ao longo do tempo, até os distintos dramas de nossas metrópoles e a recente produção que hoje nos chega da periferia, agora também produzida por aqueles que antes eram apenas personagens”, explica.