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Luminárias: entenda como garantir iluminação e estilo ao décor

Com uma grande variedade de estilos e finalidades, arquitetas do Studio Tan-gram explicam critérios adotados por elas para a definição das peças nos projetos de interiores
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Aqui, uma luminária de mesa como luz pontual proporciona aconchegante ao local (Foto: Estúdio São Paulo)

A iluminação é um fator coringa na decoração: é através dela que acontece a distribuição da luz no ambiente, de acordo com sua necessidade, além de acentuar, destacar e até, estrategicamente, esconder ou ‘camuflar’ alguns pontos na composição dos espaços. Assim, é primordial defini-la seguindo critérios práticos, uma vez que escolhas erradas podem incorrer em efeitos contrários àqueles aguardados.

Acompanhando as tendências do décor, o mercado conta com modelos diferenciados de luminárias, que por sua vez se adequam aos vários ambientes da casa. A especificação do tipo certo, além de iluminar, é capaz de agregar um design moderno e arrojado e evocar sensações tão preciosas ao convívio humano como o bem-estar, aconchego e intimidade. “Sem dúvidas, a luminária precisa fazer parte da concepção, posição e linguagem do projeto. Quando elaboramos o moodboard dos materiais a serem trazidos para a decoração, buscamos selecionar aqueles que estão alinhados um painel semântico”, esclarece a arquiteta Claudia Yamada, sócia do escritório Studio Tan-gram ao lado da também arquiteta Monike Lafuente.

Em vias de regra, até um tempo atrás as luminárias eram vistas no local apenas quando eram acesas. Entretanto, com o advento do design, elas passaram a ser destaques também à luz do dia. Mas vale ressaltar que luminária não é tudo igual: entre tantos estilos, cada uma cumpre uma função específica no projeto. “Uma peça pode ser realçada no décor imponente de uma sala de jantar ou conceder um clima aconchegante em um dormitório. Respeitando as características para a qual foi pensada, o resultado depende da conexão com o ambiente como um todo”, afirma Monike.

Dentro da relação finalidade da iluminação x estética, as profissionais explicam que a análise do ambiente é decisiva para optar por um determinado modelo. “Quando temos uma parede sem quadros ou um painel vazio, muitas vezes a arandela entra como uma forma de luz interessante. Além de servir como luz complementar, ela ainda pode se fazer como um elemento harmonioso para chamar a atenção ou diferenciar a parede em questão”, exemplifica Claudia.

Para evitar os erros comuns de iluminação, as arquitetas relacionam quais são os principais detalhes a serem observados para estabelecer as luminárias. Confira:

Iluminação e sofisticação

Nesta sala de estar, a luminária de piso traz charme e um ponto complementar de luz aos moradores (Foto: Estúdio São Paulo)

Versatilidade é um dos atributos das luminárias. Nesse aspecto, elas também equacionam as necessidades básicas relativas à luz – preparar uma refeição, tomar banho, entre outras tantas tarefas domésticas, principalmente no período noturno –, como também atua no campo das sensações e dá suporte em situações como estudos e atividades profissionais até altas horas. Na realização do projeto, a dupla do Studio Tan-gram classifica as luminárias em duas tipologias: as técnicas, empregadas para dar suporte às tarefas fundamentais e diárias, e as decorativas, representadas pelas luminárias de mesa e piso, além dos pendentes e arandelas.

Ao analisar a iluminação de um dormitório, a colocação de uma luminária que se evidencia por sua forma diferenciada – como um design orgânico, por exemplo –, os moradores podem ser beneficiados pela prazerosa sensação de intimidade e conforto trazida para o ambiente. Percepção semelhante pode ser alcançada nas salas de estar, quando o décor considera a colocação de uma peça (como um abajur ou luminária de piso), em uma mesinha lateral. “Essa aplicação tão significativa expressa o nosso desejo de dispor um ‘algo a mais’ para a vida dos clientes. Essa luz adicional transforma os pequenos momentos especiais, como a leitura ou uma luz intimista para a hora a dois”, divaga Claudia.

Além de acompanhar os atributos presentes no projeto de interiores, as luminárias também podem exercer a função de ponto de realce de cor dentro da paleta predominante. A título de exemplo, as arquitetas abordam a presença do pendente instalado acima da mesa de jantar que, junto com a luz em si, concede um toque de finalização do espaço, com o coroamento que o desenho da peça acrescenta ao contexto. “E quando o intuito é pontuar um olhar de verticalidade, as luminárias de piso são grandes aliadas”, relata Monike.

No tocante aos materiais, alumínio e PVC costumam se revelar como opções menos onerosas e mais práticas. E com a diversidade oferecida pelo mercado, o consumidor pode contar com versões produzidas em madeiras e outros metais como o cobre.

Evite os erros comuns de iluminação

Uma má iluminação pode comprometer a unidade do décor, como provocar desconforto na vida cotidiana dos moradores, como irritabilidade e dores de cabeça. “Acreditamos que tanto a falta, como o excesso, acaba gerando um aspecto ruim. Um erro corriqueiro é exagerar justamente na quantidade de luminárias. Há casos em que o morador quer colocar um spot iluminando o ar-condicionado, o que não faz sentido”, conta Monike. Outro equívoco recorrente é quando não há uma reflexão sobre o tipo de iluminação pretendido x a luminária escolhida. Ainda segundo a arquiteta, o fato de comprar uma peça apenas por considerá-la bonita pode não contribuir para o intuito de um ambiente acolhedor o de iluminar com eficácia.

Pensando nos moradores com predileções mais neutras, luminárias nas cores cinza e branco diminuem as chances de errar na decoração. E relacionando com os materiais, cada um ‘dialoga’ com um estilo. “Em um projeto de praia, a palha fica superbacana com a proposta do local, que pede leveza e facilidade de limpeza e conservação, devido à maresia”, acrescenta Claudia.

Tendências para 2022

Para aqueles que pretendem reformar ou revigorar a iluminação em casa nesse ano, as arquitetas apontam que o minimalismo e o naturalismo estão em alta, bem como versões que exaltam traços leves e neutros, além de materiais naturais na sua constituição. Outra possibilidade são os modelos que não expõem diretamente de onde vem a luz e que utilizam recursos de luz difusa ou rebatida.

Por fim, as profissionais ressaltam que os lustres grandes, com cristais e brilhos, realmente caíram em desuso. “No quesito lustres maiores, hoje em dia encontramos peças mais contemporâneas e modernas. Isso se deve ao fato de a tendência minimalista estar cada vez mais forte na decoração”, concluem.

A luminária pendente foca de maneira geral o ambiente (Foto: Estúdio São Paulo)