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Casa inteligente: entenda como a automação nas residências pode facilitar o dia a dia dos moradores

Profissionais explicam como automatizar os imóveis deixando o lar mais confortável e agradável
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A casa inteligente permite que os usuários projetem locais onde a tecnologia atenderá suas necessidades cotidianas (Foto: Gisele Rampazzo)

A automação já é uma realidade nas residências brasileiras: a grande quantidade de dispositivos eletrônicos disponíveis e comandados por recursos de inteligência artificial impulsiona essa nova tendência nos lares. A casa inteligente ou smart home, como é conhecida originalmente, consiste em realizar um sistema de automação interligado à diferentes equipamentos que facilitam atividades e funções oferecendo praticidade e funcionalidade no dia a dia como aquecimento, ar-condicionado, segurança, o acionamento de eletrodomésticos e comunicações. Para que todo esse aparato funcione, uma boa instalação e conexão wi-fi são fundamentais.

“Pode-se dizer que o conceito é de uma casa conectada e interligada. Com o avanço da tecnologia, muitas empresas têm investido cada vez mais em aparelhos e equipamentos que contribuem e trazem conforto para a rotina das pessoas. Através de uma rede wi-fi, o usuário pode se conectar e comandar esses aparelhos utilizando comandos de voz, smartphone, smartwatch e sensor de presença, entre outros”, reforça o arquiteto Bruno Moura, sócio de Lucas Blaia no escritório Blaia e Moura Arquitetos. Ainda segundo ele, para que a automação seja implementada dentro da residência, é necessário promover algumas adaptações na parte arquitetônica.

Por onde começar?

Para quem pretende aderir à concepção de casa inteligente, é essencial a contratação de profissionais especializados para a execução das alterações necessárias na arquitetura do lar. A fiação elétrica também precisará ser modificada para que a automação faça parte da casa auxiliando no controle do consumo de energia, além de cumprir as funções de ligar e desligar aparelhos e acompanhar o que as câmeras de segurança estão gravando, entre outros recursos. “Existem empresas habilitadas em sistema de automação para as diferentes funções. É importante observar se possuem certificados de qualidade, uma vez que isso é um diferencial e, com certeza, um bom investimento” aconselha o também arquiteto Lucas.

Porém, antes de automatizar a casa, o morador precisa avaliar quais atividades serão mais utilizadas no cotidiano ou aquelas que mais aprecia em um ambiente. Para isso, o ideal é manter-se em constante pesquisas sobre novas tecnologias para saber o que faz sentido na rotina dos residentes, melhorando assim a qualidade e provendo mais segurança e comodidade.

Automação por cômodos

Assim como cada cômodo da casa dispõe de uma função diferente, a automação também propicia uma funcionalidade específica que se adapte ao local ou ao briefing indicado pelos clientes:

  • Sala de estar e jantar: Nesse espaço, será excelente para auxiliar na parte iluminação na hora de jantar, assistir um filme com a família e ler um livro, entre outras situações. A climatização dos ambientes também é um ponto favorável, já que o sistema pode deixar o local mais quente ou mais frio antes mesmo do morador usufruir o momento;
  • Dormitório: Este é outro ambiente que pode receber ajustes de iluminação e climatização. Nesse contexto, também é possível ajustar a temperatura do piso para que fique ainda mais agradável ao colocar os pés no chão na hora de acordar ou após sair de um banho. Para quem deseja privacidade total, a casa inteligente permite que os moradores instalem um sistema de biometria para que só pessoas autorizadas tenham acesso ao dormitório;
  • Cozinha: Os eletrodomésticos podem ser automatizados para que realizem suas tarefas em um horário programado ou com um simples comando. A cafeteira pode fazer o café sozinha sem que o morador precise se deslocar para a cozinha e o micro-ondas pode aquecer a comida com antecedência, entre outras soluções práticas;
  • Banheiro: Se tiver uma banheira de hidromassagem, a programação aciona o enchimento no horário indicado. Assim, o morador pode fazer outras atividades enquanto o seu banho está sendo preparado.

Vantagens

Além do conforto e bem-estar que a casa inteligente disponibiliza para seus usuários, ela também agrega outros benefícios. Um deles é a economia de energia, que através da automação possibilita o controle de iluminação e climatização dos ambientes podendo ligar e desligar estas funções à distância e com um simples toque. A inteligência desse sistema também identifica portas e janelas abertas, alertando os moradores ou fechando automaticamente. Outra benesse está relacionada com a segurança, já que a integração de câmeras, alarmes e sensores torna viável o acompanhamento do que acontece dentro e próximo do imóvel, mesmo estando distante. “A usabilidade é outro ponto positivo, já que podemos gerenciar e controlar tarefas remotamente através de smartphone ou comando de voz. Também temos mais agilidade no acesso de dados e informações onde diferentes usuários conseguem acessar e monitorar as alterações que estão sendo realizadas”, acrescenta Bruno.

Decoração

Por ter um conceito inovador, a casa inteligente precisa de modernidade em sua decoração, acompanhando a automação. Portanto, ao decorar os cômodos, é interessante buscar por estilos e produtos com um design mais atemporal e neutro. “Incorpore e capriche nos objetos decorativos para dar personalidade aos ambientes. Desta maneira, o adepto da casa tecnológica pode desfrutar de um décor em sintonia com as tendências”, destaca Lucas. No tocante às cores, ele e seu sócio apostam em uma base neutra para a escolha do mobiliário, que podem ser acompanhados por itens com um toque a mais de estilo como cortinas, almofadas e tapetes.

Desvantagem

Mesmo com tantos recursos disponíveis, a casa inteligente também tem suas desvantagens. Os arquitetos alertam que a instalação da automação nas residências pode gerar um grande gasto, uma vez que os itens tecnológicos que fazem parte desse conceito e os serviços prestados podem ter um alto valor. “Alguns equipamentos, dependendo do porte da automação, ainda não são tão acessíveis. Além disso, a conexão de dados precisa ser estável para que o usuário não tenha problemas de acesso à internet e, consequentemente, no sistema automatizado”, enfatiza Bruno.

Outro problema da automatização das tarefas está ligado ao sedentarismo que as facilidades causam aos moradores. Por tudo estar ao alcance das mãos e depender de apenas um toque para que uma atividade seja realizada, a mobilidade pode ficar reduzida e, por isso, o ideal é não automatizar o imóvel por completo. “Elencar os principais cômodos já é o suficiente”, conclui Lucas.