Calor intenso em Goiás: veja os cuidados essenciais com a saúde no verão

Especialistas destacam a importância da hidratação, da alimentação equilibrada e da atenção aos excessos durante os dias mais quentes do ano
Foto: Unsplash/Nigel Mispa
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Com a chegada do verão e a elevação das temperaturas em grande parte do país, os cuidados com a saúde se tornam ainda mais necessários. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um alerta no fim de 2025 para uma nova onda de calor que atingiu sete Estados brasileiros, com impacto mais intenso nas regiões sul e sudoeste do estado. Em Goiás, o cenário exige atenção redobrada, já que o calor extremo deixa de ser apenas um desconforto e passa a representar um risco real à saúde, especialmente para grupos mais vulneráveis.

Neste contexto, especialistas do Ipasgo Goiás reforçam a importância da hidratação contínua e do cuidado com os excessos típicos deste período. Segundo Frederico Costa, médico de família da Atenção Primária à Saúde (APS), as altas temperaturas intensificam a perda de líquidos pelo organismo, aumentando o risco de desidratação. Crianças, idosos, pessoas com doenças crônicas ou que fazem uso de diuréticos merecem atenção especial, já que tendem a sentir os efeitos do calor de forma mais intensa.

A importância de se hidratar

A sensação de sede, no entanto, nem sempre é um sinal confiável de que o corpo precisa de água. Em idosos, bebês e crianças, a desidratação pode ocorrer sem manifestações claras. Por isso, a recomendação é fracionar o consumo de água ao longo do dia, em pequenos goles, mesmo antes de sentir sede. Essa prática simples ajuda a manter o equilíbrio do organismo e a reduzir complicações relacionadas ao calor excessivo.

Outro ponto de atenção são os excessos comuns deste período como aumento do consumo de bebidas alcoólicas e refeições mais calóricas. O álcool contribui para a eliminação de líquidos pelo organismo, enquanto alimentos gordurosos exigem maior esforço digestivo, elevando a temperatura corporal e intensificando a sensação de mal-estar. A combinação desses fatores pode agravar quadros de desidratação e queda de pressão.

Dados recentes reforçam a gravidade do tema. Em 2024, cerca de 546 mil pessoas morreram em todo o mundo em decorrência do calor, segundo levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS). O mesmo ano também foi apontado pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o mais quente dos últimos 175 anos, evidenciando a necessidade de encarar o calor extremo como uma questão de saúde pública.

Para reduzir os impactos das altas temperaturas, hábitos simples fazem diferença no dia a dia. Aumentar o consumo de alimentos ricos em água, como frutas e vegetais, usar roupas leves, evitar atividades físicas nos horários mais quentes e observar sinais como tontura, fraqueza, confusão mental, náuseas e queda de pressão são medidas fundamentais. Diante de qualquer sintoma, a orientação é buscar atendimento médico para avaliação adequada.

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