Ator e dramaturgo Juca de Oliveira morre aos 91 anos

Ator morreu em São Paulo após complicações de pneumonia e deixa legado de mais de seis décadas na dramaturgia brasileira
Juca de Oliveira
(Foto: Divulgação/ Rede Globo)
Juca de Oliveira
(Foto: Divulgação/ Rede Globo)

O ator, autor e diretor Juca de Oliveira morreu aos 91 anos na madrugada deste sábado (21), em São Paulo, após complicações decorrentes de pneumonia associada a problemas cardíacos. Ele estava internado desde o último dia 13 na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês.

A informação foi confirmada pela família, que destacou, em nota, a relevância de Juca de Oliveira para a cultura nacional. O comunicado ressalta sua trajetória consistente no teatro, na televisão e no cinema, além de agradecer as manifestações de carinho recebidas.

O velório será realizado neste sábado (21), das 15h às 21h, no Funeral Home, no bairro Bela Vista, na região central de São Paulo. A cerimônia será restrita a amigos e familiares.

Legado na dramaturgia

Com mais de seis décadas de carreira, Juca de Oliveira construiu um percurso sólido na dramaturgia brasileira. Atuou em mais de 30 novelas e minisséries, além de cerca de dez filmes e mais de 60 peças teatrais, muitas delas também escritas por ele.

Na televisão, um de seus papéis mais marcantes foi o do médico geneticista Albieri, na novela O Clone (2001), de Glória Perez, que abordava questões éticas e científicas a partir da clonagem humana.

Antes de se dedicar integralmente às artes, chegou a cursar Direito na Universidade de São Paulo (USP) e trabalhou em um banco. No entanto, optou pela formação na Escola de Arte Dramática e, ainda nos anos 1950, integrou o Teatro Brasileiro de Comédia (TBC).

Na década seguinte, participou da gestão do Teatro de Arena ao lado de nomes como Gianfrancesco Guarnieri, Augusto Boal, Paulo José e Flávio Império, contribuindo para um dos períodos mais relevantes do teatro brasileiro.

Durante a Ditadura Militar (1964–1985), foi perseguido por sua atuação política e artística e chegou a se exilar na Bolívia. Anos depois, classificou o período como uma tragédia, ao relembrar o fechamento do Teatro de Arena e a repressão sofrida por artistas.

De volta ao Brasil, estreou nas novelas em 1964, na extinta TV Tupi, e consolidou sua carreira televisiva na TV Globo a partir de 1973.

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