Aparecida de Goiânia encerrou 2025 com mais de 100 mil empresas ativas, segundo a Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg). Ao longo do ano, cerca de 20 mil novos CNPJs foram abertos no município, número que ajuda a dimensionar a intensidade do crescimento recente da atividade econômica local.
Os efeitos desse movimento aparecem também nos indicadores de produção. Dados do IBGE apontam que a cidade ampliou seu Produto Interno Bruto (PIB) e passou a ocupar a posição de segunda maior economia do Centro-Oeste fora das capitais, superando Anápolis. A mudança reforça a transformação de um município que, por décadas, foi associado principalmente à função de cidade-dormitório.
O avanço, porém, não ocorre de forma homogênea. Enquanto os indicadores econômicos sobem, o mercado imobiliário não acompanha o mesmo ritmo. Levantamento do Instituto Mauro Borges (IMB) mostra que, em poucos anos, mais que dobrou o número de famílias sem casa própria em Aparecida, evidenciando o aumento da demanda habitacional e a pressão sobre a oferta de moradias.
A dinâmica urbana também é influenciada pela estrutura produtiva da cidade. Com sete polos industriais em funcionamento e outro em implantação, Aparecida consolidou um perfil logístico e industrial que se soma ao peso do comércio e dos serviços, setores que concentram a maior parte dos empregos formais do município, de acordo com dados do Caged.
Outro elemento que ajuda a explicar o ritmo de expansão é a disponibilidade de áreas ainda não ocupadas. A existência de grandes vazios urbanos e de milhares de lotes livres cria condições para a chegada de novos moradores e empreendimentos, ao mesmo tempo em que impõe desafios ao planejamento urbano e à infraestrutura.
Segundo o Censo de 2022, Aparecida de Goiânia ultrapassou a marca de 500 mil habitantes, consolidando-se entre as cidades que mais crescem em Goiás. O dado demográfico reforça a leitura de que o município vive uma fase de transição, marcada pela ampliação da atividade econômica e por demandas crescentes em áreas como habitação e serviços urbanos.
No setor imobiliário, incorporadoras seguem atentas a esse cenário. A FGR, por exemplo, atua na cidade desde a década de 1990 e prevê para junho o lançamento de um novo condomínio horizontal com cerca de 300 casas, em área próxima ao Jardins Miami, empreendimento mais recente da empresa na região. “Aparecida de Goiânia é uma cidade em desenvolvimento e faz parte da história da FGR há mais de três décadas. Além da chegada de novos profissionais e empresários, há uma população local que já colhe os frutos desse crescimento e busca moradias com mais qualidade de vida, segurança e lazer”, afirma Camila Alcântara, diretora comercial da incorporadora.














