A história de Marília Mendonça ganha novos contornos em Marília Mendonça – Sentimento Louco, série documental apresentada ao público na quinta-feira (15), no Aurum Cinema, no Centro Cultural Oscar Niemeyer, em Goiânia. A pré-estreia reuniu familiares, amigos, fãs e personalidades para celebrar a trajetória da cantora e compositora, que morreu aos 26 anos, em novembro de 2021, em um acidente aéreo. Dividida em quatro episódios, a produção estreia nacionalmente nesta sexta-feira (16), no Amazon Prime Video.
Dirigida por Susanna Lira, a série percorre diferentes momentos da vida pessoal e profissional da artista, com depoimentos de pessoas que acompanharam sua trajetória e registros caseiros que revelam aspectos menos conhecidos de sua história. A proposta é aproximar o público da mulher por trás do fenômeno musical que transformou o sertanejo brasileiro e ampliou o espaço das mulheres no gênero.
Presente à exibição, Ruth Moreira, mãe de Marília, destacou a mistura de sentimentos provocada pelo lançamento. Orgulho, saudade e tristeza se entrelaçam diante das novas imagens e histórias compartilhadas com o público. “Tem muita novidade que a gente está compartilhando nesse documentário. É a oportunidade de conhecer a Marília em um show e muitas coisas que as pessoas não sabem ainda”, afirmou. Ela também ressaltou o carinho e as homenagens que a filha continua recebendo, mesmo cinco anos após sua morte.
Wander Oliveira, CEO e fundador da Workshow, escritório de gerenciamento artístico ao qual Marília era ligada, definiu a produção como um olhar sobre os bastidores da carreira. Segundo ele, a série reúne lembranças de pessoas que conviveram com a cantora em diferentes fases da vida, incluindo familiares e aqueles que a conheciam desde a infância.
O legado de Marília Mendonça
A influência da cantora também foi destacada pela secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, que ressaltou a contribuição de Marília para a música brasileira, especialmente para a presença feminina no sertanejo. Para ela, a estreia em uma plataforma de alcance internacional amplia a visibilidade da história da artista e de sua origem goiana.
O governador Daniel Vilela e a primeira-dama Iara Vilela acompanharam a sessão. Daniel ressaltou o orgulho do estado pela trajetória da cantora e lembrou a homenagem recebida por ela em 2025, quando foi condecorada com a Ordem do Mérito Cultural, em reconhecimento à sua contribuição para a música e a cultura brasileiras. O prefeito de Goiânia, Sandro Mabel, também esteve presente e destacou a combinação entre simplicidade e talento que marcou a artista e conquistou o público em todo o país.
A memória de Marília tem ganhado espaço também em outras iniciativas culturais. Neste mês, o Museu da Imagem e do Som (MIS), em São Paulo, inaugurou uma exposição imersiva dedicada à cantora, também intitulada Marília Mendonça – Sentimento Louco. A mostra marca a primeira vez que o espaço dedica uma área à trajetória de uma personalidade do universo sertanejo.
Nelson Foerster, diretor criativo da exposição, ressaltou a importância da artista para romper barreiras no gênero musical, sobretudo para as mulheres. A proposta, segundo ele, é construir uma experiência que aproxime o visitante da presença e da história da cantora.
Nascida em 22 de julho de 1995, em Cristianópolis, a cerca de 90 quilômetros de Goiânia, Marília começou a cantar na igreja e escreveu suas primeiras composições aos 12 anos. Ainda jovem, passou a criar músicas gravadas por artistas como Jorge & Mateus, João Neto & Frederico e Henrique & Juliano. A carreira solo começou em 2014. Dois anos depois, seu primeiro DVD alcançou a marca de tripla platina, impulsionado por canções como Infiel, que se tornou um dos grandes sucessos de sua trajetória.
Ao longo da carreira, lançou três álbuns solo e outros três em parceria com Maiara & Maraisa, com quem formou um dos projetos femininos mais populares do sertanejo. Marília morreu em novembro de 2021, após a queda de um avião em Piedade de Caratinga, em Minas Gerais. Depois de sua morte, três álbuns póstumos foram lançados, mantendo sua obra presente entre diferentes gerações de ouvintes.
Além da série documental, uma cinebiografia ficcionalizada intitulada Marília tem lançamento previsto para 2027, com gravações em andamento. As produções ampliam as formas de revisitar a trajetória de uma artista cuja obra permanece ligada à música popular brasileira e à cultura de Goiás.


































