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Terremoto de magnitude 7,1 atinge o sul do Japão e provoca evacuação em massa

Tremor em Kumamoto deixa milhares de imóveis sem energia, paralisa aeroporto e trens e leva autoridades a alertarem para risco de réplicas
terremoto japão
(Foto: Mạnh Ngô/Unsplash)
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(Foto: Mạnh Ngô/Unsplash)

Um terremoto de magnitude preliminar de 7,1 na escala Richter atingiu a província de Kumamoto, no sul do Japão, nesta terça-feira (28), provocando interrupções no fornecimento de energia, danos à infraestrutura, suspensão de serviços de transporte e ordens de evacuação para mais de 150 mil pessoas. As autoridades japonesas ainda avaliam a extensão dos prejuízos e o número de vítimas.

Em pronunciamento à imprensa, em Tóquio, a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, informou que os levantamentos sobre os impactos do tremor seguem em andamento. “Já fomos informados de que há feridos”, disse Takaichi.

A chefe de governo também relatou os primeiros danos registrados. “Ocorreram quedas de energia e incêndios em algumas áreas, além de danos a estradas e pontes e desabamentos de edifícios. Acima de tudo, peço a todos que tomem medidas para se protegerem, inclusive se deslocando para um local seguro.”

Imagens exibidas pela emissora pública NHK mostram edifícios destruídos e em chamas, grandes rachaduras em rodovias, incluindo um trecho elevado, além de um trem de carga descarrilado. A Agência de Gestão de Desastres orientou mais de 150 mil moradores a deixarem suas casas e seguirem para centros de evacuação.

A Agência Meteorológica do Japão (JMA) alertou que as áreas mais afetadas podem registrar novos terremotos de grande intensidade ao longo da próxima semana. O órgão também destacou o risco de deslizamentos de terra em regiões atingidas pelos tremores.

Transporte e serviços afetados

O governo japonês emitiu alertas de emergência para as prefeituras de Kumamoto, Nagasaki, Kagoshima, Fukuoka, Saga, Oita e Miyazaki, todas localizadas na ilha de Kyushu.

A concessionária Kyushu Electric Power informou que cerca de 40 mil residências ficaram sem energia elétrica. Já a operadora ferroviária JR Kyushu suspendeu a circulação de trens, incluindo os serviços de alta velocidade (Shinkansen), enquanto o Aeroporto de Kumamoto fechou sua pista, levando companhias aéreas a cancelar e desviar voos.

As operadoras de telefonia KDDI e Docomo também registraram interrupções nos serviços de telefonia móvel em razão da falta de energia e de falhas nas linhas de transmissão.

Segundo a autoridade reguladora nuclear do Japão, não foram identificadas anormalidades nas usinas nucleares localizadas na região afetada.

Empresas instaladas na região adotaram medidas preventivas após o terremoto. A TSMC, maior fabricante mundial de semicondutores por contrato, evacuou os funcionários de sua fábrica em Kumamoto por precaução. A Sony, que também mantém uma unidade industrial na província, informou que avalia os impactos do tremor sobre suas operações.

Histórico

O Japão está situado no chamado Anel de Fogo do Pacífico, faixa de intensa atividade sísmica e vulcânica que concentra a maior parte dos terremotos do planeta. O país registra milhares de abalos sísmicos por ano e responde por cerca de 20% dos terremotos de magnitude igual ou superior a 6,0 registrados no mundo.

A província de Kumamoto já foi palco de um dos desastres sísmicos mais graves da história recente do Japão. Em abril de 2016, uma sequência de terremotos matou 275 pessoas, deixou 2.739 feridos e provocou danos em milhares de edificações, incluindo o histórico Castelo de Kumamoto, um dos principais patrimônios culturais do país.

As informações são da Agência Brasil.

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