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Terremotos na Venezuela deixam ao menos 164 mortos e mobilizam ajuda internacional

Dois tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 provocaram destruição na região de Caracas; Brasil e outros países anunciaram apoio às operações de resgate
terremoto na venezuela
(Foto: Roger Kuzna/Unsplash)
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(Foto: Roger Kuzna/Unsplash)

Ao menos 164 pessoas morreram e cerca de mil ficaram feridas após dois fortes terremotos atingirem a Venezuela na tarde de quarta-feira (24). Equipes de resgate seguem as buscas por sobreviventes sob os escombros, enquanto a comunidade internacional começa a mobilizar ajuda humanitária.

Os dois tremores ocorreram com menos de um minuto de intervalo. O primeiro, de magnitude 7,2, foi registrado na região de Morón, no litoral venezuelano, cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas. Em seguida, um segundo terremoto, de magnitude 7,5, atingiu a mesma área, provocando o desabamento de edifícios e residências em diferentes cidades. Há ainda pessoas desaparecidas sob os escombros.

Segundo a agência Reuters, o governo venezuelano pretende criar um fundo de US$ 200 milhões, com recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI), para financiar a reconstrução da infraestrutura afetada.

Em pronunciamento, a presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que a prioridade é o resgate de sobreviventes e a assistência às vítimas. Ela declarou estado de emergência e informou que La Guaira é o estado mais atingido, com dezenas de edifícios destruídos.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) estima que o número de vítimas pode aumentar significativamente, diante da intensidade dos tremores e da vulnerabilidade das construções atingidas. Modelos do órgão indicam que o total de mortes pode ultrapassar 10 mil pessoas, embora essa projeção ainda dependa da confirmação dos trabalhos de busca.

Um alerta de tsunami chegou a ser emitido após os terremotos, mas foi cancelado pouco depois.

A missão de direitos humanos da ONU na Venezuela solicitou ao governo a suspensão temporária das restrições às redes sociais para facilitar a circulação de informações durante a emergência e auxiliar as operações de resgate.

Diversos países anunciaram apoio às autoridades venezuelanas. Brasil, México, Estados Unidos, Catar, China e outras nações colocaram equipes de resgate, assistência humanitária e suprimentos médicos à disposição do país.

Ajuda do Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ter recebido “com grande preocupação e consternação” a notícia sobre os terremotos. Em publicação na rede social X, informou que determinou ao Ministério das Relações Exteriores e à Embaixada do Brasil em Caracas que avaliem a situação e adotem as medidas de assistência necessárias. “Reafirmo nossa determinação em apoiar o governo da presidenta encarregada Delcy Rodríguez na recuperação das áreas afetadas desse país irmão”, escreveu o presidente.

Em nota, o Itamaraty manifestou solidariedade ao governo e ao povo venezuelano e informou que, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas. O ministério acrescentou que o plantão consular permanece disponível para prestar assistência a cidadãos brasileiros em situação de emergência.

A Embaixada do Brasil em Caracas atende pelo telefone +58 414-3723337. Em Brasília, o plantão consular pode ser contatado pelo número +55 (61) 98260-0610.

Com informações da Agência Brasil.

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