A Cia Jovem Basileu França vive um momento histórico. A bailarina Martina Sánchez, que participou do Prix de Lausanne 2026, conquistou 12 bolsas de estudo internacionais, um resultado que confirma não apenas o talento individual da jovem artista, mas também o trabalho técnico e artístico desenvolvido pela Escola do Futuro de Goiás em Artes Basileu França, em Goiânia.
Considerado um dos eventos mais prestigiados do balé mundial, o Prix de Lausanne reuniu, na cidade de Lausanne, na Suíça, 86 dançarinos selecionados de 23 países entre os dias 2 e 9 de fevereiro. Entre os jovens talentos escolhidos, quatro representantes da instituição goiana participaram da competição: Antônia Manrique, Martina Sánchez, Valentina Toscani e Marcus Santos. Apesar de não avançar para a final, Martina alcançou um dos principais objetivos do Prix: chamar a atenção de grandes instituições e abrir portas internacionais. O resultado foi expressivo: 12 propostas de bolsas, incluindo escolas reconhecidas como referências globais no ensino do balé.
Futuro no balé
Em entrevista exclusiva à Zelo, a coordenadora de Ballet da Escola do Futuro Basileu França, Simone Malta, contou que a equipe está na Europa neste momento para que Martina possa conhecer de perto as instituições antes de tomar a decisão final. “Nós estamos na Áustria agora, porque vamos aproveitar que estamos aqui na Europa para que a Martina conheça as escolas. Vamos conhecer também a da Suécia, mas ela está inclinada em aceitar uma das duas melhores do mundo, que é o Royal Ballet de Londres e o Opera, de Paris”, afirma.
A lista de convites inclui ainda centros de excelência na Alemanha, Suíça, Suécia, Bélgica e Estados Unidos, reforçando o alcance internacional da bailarina e o peso do trabalho desenvolvido no Basileu França.
Simone também destaca que o foco principal não era necessariamente vencer a competição, mas consolidar o caminho profissional da bailarina. “Quando viemos, esse era o intuito, ser chamada para uma companhia grande e prosseguir a carreira. Ganhar é consequência, tanto que nem lamentamos que neste ano ela não avançou para a final. Estamos muito emocionadas, na verdade. É o fruto de um trabalho bem direcionado, tanto técnica e artisticamente, mas também no físico e psicológico dela”, completa.
A coordenadora ainda revela o lado emocional do momento, já que Martina construiu sua trajetória recente em Goiânia. “Agora a gente fica com o coraçãozinho apertado, porque a Martina vive comigo em Goiânia, a família dela é da Argentina, então vamos sentir muitas saudades,” diz ela.
Sonho realizado
Martina Sánchez tem 16 anos e nasceu na Argentina, mas vive em Goiânia há quatro anos. Nos últimos anos, a bailarina já vinha se destacando em festivais internacionais, como o Youth America Grand Prix (YAGP), e agora celebra a nova conquista com emoção e maturidade. “Eu estou muito feliz, claramente, não esperava que tantas escolas me convidassem. É a realização de um sonho, mas de muito trabalho. Agora eu vou fazer aula nos lugares para conhecer melhor cada escola e tomar a melhor decisão”, diz.
Para quem acompanha o universo do balé, o resultado representa um feito raro: além do reconhecimento internacional, Martina passa a ter a chance de escolher entre instituições que formam bailarinos para algumas das maiores companhias do mundo. A jovem bailarina dá um conselho para quem está entrando no mundo da dança: “É uma carreira difícil, o processo para chegar aqui é muito longo e difícil, mas no final sempre dá certo. Não desistam, tenham fé no seu sonho”, conclui.
















