Quem é Bad Bunny, o cantor porto-riquenho que incendiou o Super Bowl e vem ao Brasil em fevereiro

Porto-riquenho foi o nome do intervalo do Super Bowl, enfrentou críticas de Trump, venceu dois Grammys e desembarca em São Paulo para dois shows em fevereiro
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Foto: Divulgação/NFL
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Foto: Divulgação/NFL

O Super Bowl, final do campeonato de futebol americano, realizado na noite deste domingo (8), em Santa Clara, na Califórnia, deixou de ser apenas um evento esportivo para se transformar em uma celebração multicultural em defesa dos imigrantes, com forte valorização de países latino-americanos e tom crítico ao presidente Donald Trump.

A partida entre Seattle Seahawks e New England Patriots acabou ficando em segundo plano diante do impacto cultural e político do evento. Anunciado há alguns meses como atração principal do intervalo, o porto-riquenho Bad Bunny teve sua participação criticada publicamente por Trump antes mesmo da final. Ainda assim, o cantor levou ao Levi’s Stadium uma apresentação marcada pelo orgulho latino e pelo apoio à comunidade imigrante nos Estados Unidos.

Um dos artistas mais populares do mundo atualmente, Bad Bunny está no centro das discussões sobre imigração no país e acaba de receber dois Grammys pelo álbum Debí Tirar Más Fotos, incluindo o de Melhor Álbum do Ano. Em meio a uma turnê de sucesso — que passa pelo Brasil neste mês, com shows em São Paulo —, ele protagonizou um dos eventos mais assistidos do mundo e usou a plataforma para misturar arte e protesto.

Carreira meteórica

Bad Bunny é o nome artístico de Benito Antonio Martínez Ocasio, nascido em Vega Baja, município de Porto Rico. Desde a infância, demonstrava interesse pela música, apesar de ter crescido fora do circuito tradicional da indústria fonográfica. Antes da fama, estudava comunicação audiovisual na universidade e trabalhava como empacotador de supermercado.

Em 2016, começou a divulgar músicas de forma independente no SoundCloud, chamando atenção por um estilo que mistura trap latino, reggaeton, hip-hop e ritmos tradicionais caribenhos. O primeiro grande reconhecimento veio ainda naquele ano, com o single Soy Peor, que ampliou sua visibilidade no cenário latino.

Em menos de 10 anos de carreira, Bad Bunny se tornou o artista mais ouvido do mundo no Spotify em múltiplos anos, superando nomes como Drake e Taylor Swift. Ao longo da trajetória, acumulou Grammys, Latin Grammys e Billboard Music Awards, consolidando sua posição como um dos maiores fenômenos globais da música latina. Esse histórico ajuda a entender por que sua presença no Super Bowl foi lida como um gesto político.

“Juntos somos a América”

Com 13 minutos de duração, a apresentação de Bad Bunny no intervalo ganhou destaque pelo contexto da política anti-imigração do governo norte-americano e pela atuação do ICE, órgão que combate a imigração ilegal e que, segundo o texto-base do evento, vem sendo acusado de abusos, incluindo mortes. Sem mencionar Trump ou o ICE diretamente, o artista construiu um show de forte tom político e multicultural, conduzido inteiramente em espanhol. No cenário, uma plantação de cana-de-açúcar remetia a Porto Rico e a outras regiões latino-americanas, reforçando uma estética de memória, identidade e resistência.

Ao longo da performance, elementos culturais latinos surgiram de forma crescente. A cantora Lady Gaga, convidada especial, apareceu para cantar Die With a Smile em inglês, mas em uma versão com ritmo latino. Ricky Martin também entrou no palco e interpretou Lo Que Le Pasó a Hawaii, canção de Bad Bunny que aborda a colonização predatória praticada por governos americanos.

A resposta de Donald Trump veio quase imediatamente. Na rede Truth Social, o presidente criticou duramente o show, chamando a apresentação de “terrível” e afirmando que se tratava de uma “afronta à Grandeza da América”. Em sua postagem, Trump também atacou o fato de o artista cantar em espanhol e fez comentários sobre a dança e o conteúdo do espetáculo.

Já perto do fim, os dançarinos entraram carregando bandeiras de todos os países do continente. Bad Bunny apareceu segurando uma bola de futebol americano, disse “God Bless, America” e caminhou enquanto citava os nomes das nações, do Chile ao Canadá, passando por Brasil, Guatemala e Porto Rico, até chegar aos Estados Unidos — diferenciando “Estados Unidos” de “América”. No encerramento, o artista mostrou a bola para a câmera com a frase “Juntos somos a América” e afirmou, em espanhol: “continuamos aqui”.

 

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Bad Bunny no Brasil

Bad Bunny chega ao Brasil neste mês para dois shows em São Paulo, no Allianz Parque, divulgando o álbum Debí Tirar Más Fotos (2025). Apesar de ter tido uma venda com bastante adesão, alguns ingressos da turnê de Bad Bunny ainda estão disponíveis para o dia 21, com lugares na seção “Cadeira Inferior”, por R$ 875,00. A classificação etária é de 16 anos, e menores de 05 a 15 anos podem entrar apenas acompanhados dos pais ou responsáveis legais. Os ingressos são adquiridos diretamente pela Ticketmaster Brasil.

Serviço: Bad Bunny em São Paulo

Datas: 20 e 21 de fevereiro
Local: Allianz Parque (São Paulo)
Ingressos: Ticketmaster 

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